quinta-feira, 22 de março de 2018




Falecimento de José Ribeiro Fontes

Faleceu no último dia 7 deste mês de fevereiro de 2018 o meu amigo José Ribeiro Fontes. Como homenagem, quero divulgar aos amigos algumas notas biográficas do José Fontes que publiquei no meu livro Intelectuais Canoenses.
 "Natural de Morretes, localidade do atual município de Nova Santa Rita.
Pseudônimo: Zé dos Anjos. Jornalista, radialista, ator, dramaturgo e contista. Proprietário do jornal “Canoas Shopping/Jornal da Cidade”. Assessor de imprensa da Emater. Iniciou no jornalismo em 1956, em Canoas, com o “Boletim Informativo” - 1952 - do qual era proprietário juntamente com Mauro Ferreira Marques e Mário da Silva Collares, e que em 1959 transformou-se no jornal “Gazeta de Notícias”. Publicou em Canoas os seguintes periódicos: Cine Show - 1965 - Opinião Pública - 1968 - Canoas em Foco - 1969 - Interclubes Revista da Cidade e Jornal da Cidade - 1979-82. Escreveu para o jornal Zero Hora, de Porto Alegre. Foi redator das rádios Gaúcha, Farroupilha, Itaí, Difusora, hoje Bandeirantes. Colaborou para o jornal “O Timoneiro”. Foi editor do “Jornal Radar” e “Folha da Indústria e Comércio” - 1984. Autor de mais de 500 peças teatrais para a rádio Difusora, levadas ao ar no programa “A vida é assim”. Na rádio Farroupilha participou das novelas “O direito de nascer” e “A cabana do pai Thomas”. Atuou nos programas “Aconteceu” da rádio Itaí e “Campeonato em três tempos”, na rádio Gaúcha. Participou de “Uma lenda de Natal”, primeiro programa do canal 12. Representou, em 1964, no “Teleteatro”, juntamente com Antônio Jesus Pfeil. Fez os programas humorísticos, dirigidos por Carlos Nobre: “A banda do sapateiro” e “Comando Albatroz”. Redigiu para o programa “Quem conta um conto” - 1966. Sua grande paixão é o teatro. Em 1962, estreou seu texto “Uma pequena rosa entre os cabelos” com Jorge Morais e Nilton Leal no elenco. Escreveu as seguintes peças teatrais: A herança dos homens; O sermão do asfalto; Vende-se um vestido de noiva e Cantiga que vem do mar ou Réquiem para uma sereia. Como ator participou de “João Cruzeiro” de Antônio Augusto Fagundes com direção de Pereira Dias e “Chico da Favela 13” de Wilson Roberto Gomes. Fez parte do elenco do primeiro filme de ficção realizado em Canoas, “O sonho do pedreiro” de Antônio Jesus Pfeil. O romance do escritor francês Georges Bernanos, “Mouchete”, foi adaptado por José Fontes para uma peça teatral, “Os homens de pedra,” e serviu de tema para um filme de Robert Bresson. A produção literária de José Fontes encontra-se esparsa nos jornais de Canoas e da Capital.
Bibliografia de José Fontes:
O presídio que está faltando. Crônica. O Timoneiro, Canoas. 08 maio 1968. Publicada em “Cronistas de ontem e de hoje-1”. Canoas: Tróis Editor, 1994. p.12; O circo. Crônica. Revista Interclubes, Canoas, dez. 1977. Publicada em “Cronistas de ontem e de hoje - 2”, Canoas: Tróis Editor, 1995. p.10." (Do livro "Intelectuais Canoenses", de Dari José Simi. Canoas, 2000).
Guardo com muito carinho o "santinho" que ele me deu quando de sua campanha para vereador de Canoas.



José Ribeiro Fontes e filha






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