sexta-feira, 5 de junho de 2015




GENEALOGIA
das famílias Brocardo, Della Giustina, Simi e Moraes no Rio Grande do Sul



Pesquisa realizada por Dari José Simi
darisimi@gmail.com

O autor deste blog concorda com o uso de seus textos e imagens apenas para fins educacionais, desde que seja informada a autoria.


Este levantamento de dados e informações genealógicas sobre os Brocardo, Della Giustina, Simi e Moraes,  tem por objetivo conhecer e divulgar  o passado dessas famílias italianas que emigraram para os municípios de Silveira Martins e Jaguari, Rio Grande do Sul, no final do século XIX.  Conhecer seus nomes, dados de parentescos, os casamentos, os filhos, netos e bisnetos, onde e como viveram.  Para a realização de nosso trabalho colecionamos documentos, consultamos cartórios, arquivos históricos, paróquias, cúrias, bibliotecas, visitamos lugares por onde passaram e/ou viveram nossos ancestrais, entrevistamos pessoas amigas e parentes, visitamos cemitérios para conferir datas, levantamos informações de velhas fotografias gastas pelo tempo mas preciosas, pois aprisionam momentos da vida daquelas pessoas queridas que partiram mas nos deixaram um legado de amor, de trabalho e de lutas travadas no dia-a-dia pela conquista da dignidade.
Em nossas pesquisas  procuramos captar a realidade do passado a partir das pistas e sinais que conseguimos, muitas vezes, fugidios, mas importantes detalhes para reconstruir momentos de suma importância na trajetória de nossos familiares mais distantes. Para tanto, não dispensamos qualquer informação, mesmo que depois viessemos constatar sua inveracidade.  A pesquisa historiográfica tem caráter detetivesca, vai-se montando aos poucos o quebra-cabeça até que se tenha uma visão do conjunto dos fatos históricos.
Acredito que toda a pesquisa sobre os patrimônios culturais  que nossos antepassados nos legaram é obra louvável. Estudar e divulgar, objetivamente, os elementos de nossa história, servirá para que ela seja cada vez mais conhecida.  Assim, crescerá o número dos que vão aumentando seu lastro cultural.
Não é tanto a falta de meios materiais que faz com que, ainda hoje, pertençamos ao grupo dos povos sub-desenvolvidos e sim a falta de cultura. Quanto mais cultura, tanto menos miséria material.  Os homens cultos, os filósofos, os amigos da ciência são os que dirigem os destinos dos povos.
A importância e utilidade de nossa pesquisa, que tenta desvendar a origem e formação de nossas famílias, talvez não seja percebida de imediato, porque a memória ainda está na plenitude de seu vigor e responde  prontamente aos seus estímulos de lembrança.  Todavia, mais tarde, quando a marca do tempo nos conduzir ao esquecimento, estaremos sentindo o valor deste instrumento de recordação de nossos antepassados.


          “Há muitos que passam pela vida terrestre como simples arbustos, tão logo desaparecem nada sobra, a não ser as saudades de uns poucos que lhes querem bem. Depois, esfumam-se na memória do tempo. Outros, porém, são como as velhas árvores frondosas que a tradição as faz amoráveis, quando tombam, sempre sobra um forte tronco de cerne, que o tempo parece impotente para consumi-lo com toda sua voragem transformadora.
          São os imortais.  Os que “sobram vida na morte”.  E vida que não morre para a humanidade.”
É indigno de perdão quem silencia sobre a vida de seus antepassados.
“Feliz aquele que se recorda com prazer dos seus antepassados, que conversa com estranhos sobre eles, suas ações e sua grandeza e que sente uma satisfação secreta por se ver como o último elo de uma bela corrente.” Johann Wolfgang von Goethe (1749-1832)



Poema
“Infelizes as famílias que não tem história.
Não ter história é quase não ter nome;
É quase não ter pátria.

Felizes, ao contrário, as famílias que tem história,
Porque lhes é dado o júbilo de a  recordar,
Porque ela constitui a fonte fecunda,
Inesgotável e profunda, de suas energias morais;
Porque a cada passo que dão sentem, atrás de si,
O registro da própria imortalidade.

Que é a vida, se não a história que começa?
Que é a história, se não a vida que continua?
A história de nossa família, de nossa gente,
De nossa casa está conosco.
Respira  perto de nós.
À sua presença todos  adivinhamos.
Ora bela, ora triste,
É uma grande história.

(Poema “História e Família”, de Júlio Dantas)



Canto aos Avós

Apparicio Silva Rillo

Os avós eram de carne e osso.
Tomavam mate, comiam carne com farinha,
campereavam.
Sopravam a chama dos lampiões, dormiam cedo.
Os avós tinham braços e pernas e cabeça
(olhai os seus retratos nas molduras).
Laçavam de todo o laço, amanuseavam potros,
fumavam grossos palheiros de bom fumo
e amavam seus cavalos que rompiam ventos
e bandeavam arroios como um barco ágil.
Usavam lenços sob a barba espessa
e o barbicacho lhes prendia ao queixo
sombreiros negros para a chuva e sóis.
Palas de seda para as soalheiras,
ponchos de lã quando a invernia vinha.
Tinham impérios de flechilha e trevo
e famílias de bois no seu império.
E eram marcas de fogo os seus brasões.
Charlavam de potreadas e mulheres,
de episódios de adaga contra adaga,
do tempo, das doenças, das mercâncias
de gado gordo para os saladeiros.
Tinham homens a seu mando, os avós.
No quartel rude dos galpões campeiros
- enseivados de mate e carne gorda -
os empíricos soldados madrugavam
na luz das labaredas de espinilho
que era sempre o primeiro sol de cada dia.
Honravam os avós a cor dos lenços:
- a seda branca dos republicanos,
o colorado dos federalistas.
E morriam por eles, se preciso,
- coronéis de milícias bombachudas
acordando tambores nos varzedos
no bate casco das cavalarias.
Nas largas camas de cambraias alvas
vestindo o corpo da mulher mocita,
juntavam carnes no silêncio escuro
pautado por suspiros que morriam
no contraponto musical dos grilos...
Os avós eram de carne e osso.
Tinham braços e pernas e cabeça,
artérias, nervos, coração e alma.
Humanos como nós, os velhos tauras,
mas de bronze e de ferro nos parecem
esses campeiros que fizeram história.
Estátuas vivas de perenidade
nos pedestais do tempo e da memória.




FAMÍLIA BROCARDO

1 - GIUSEPPE BROCARDO  -  Nasceu na Itália onde viveu toda sua vida. Faleceu com 89 anos e 6 meses. Casado com Lúcia Dal Ferro. Não temos as datas de nascimento e de falecimento de ambos.

         Filhos:

1.1 - FRANCESCO BROCARDO
- N. 03/08/1845 em Santo Orso, Itália; F 08/02/1924 em Silveira Martins, RS. Emigrou para o Brasil em 1878.

 Família de Francesco Brocardo, em foto de cerca  de 1902.
Silvio Brocardo é o primeiro da direita, sentado


1.2 – MARIA  BROCARDO – Natural da Itália, onde viveu e nunca esteve no Brasil.   Em uma carta que enviou da Itália para seu irmão Francesco Brocardo, relata que seu pai, Giuseppe Brocardo, faleceu na Itália com 89 anos e 6 meses de idade. Esta carta foi escrita em Schio, Itália, e enviada para o Brasil, datada de 6 de julho de 1913.



1.1 - FRANCESCO BROCARDO - N 03/08/1845 em Santo Orso, Itália; F 8/2/1924 em Silveira Martins.  Casado  com Helena Casella , nascida em Sarego, província de Vicenza, Itália, a 06/06/1847 e falecida em 13/04/1930 em Porto Alegre, RS.   Casados na Paróquia de Santa Maria Asunta de Sarego, Itália, em 13 de junho de 1872. Helena era filha de Antônio Casella e Próspera Framuri  Casella. Imigrantes que partiram da Itália no ano de 1878, vindos a residir em Silveira Martins, então 4º distrito de Santa Maria da Boca do Monte, RS. Francesco recebeu o título do lote nº 170 em 20/6/1882 , Silveira Martins, RS.
Nota: "Broccardo, Francesco. Cas., 37; Elena Casella, cas., 35; Silvio, 9; Olindo, 7; Guerino, 5, bras.; Lúcia, 2, bras. Lote 170, confr.E, Nodari Sebastiano e Ceccon Giovanni; O, Costa Isidoro; área 279.000; tít. prov. 20-6-1882, n. 379 a 384. De: Lonigo - VI; vapor: Colombo; chegada 30-2-1878 (sic); destino: L3s." (Do livro: "Povoadores da quarta colônia" , p.118). No mesmo livro, p. 121, consta Adamo Casella que deve ser irmão de Helena Casella: "Casella, Adamo. 37 anos. Lote 44, confr. N, Schmidt Ernesto; S, Gorsch  Jacob; área 136.000; tít. prov. 20-6-1882, n. 684. De: C. Cereto-Bréscia; chegada: 16-7-1890; destino: A. Grand."

Filhos:
1.1. 1 - SILVIO BROCARDO - N. 02/04/1873 em Sarego (ou Lonigo, conforme carta de tio Laurindo Brocardo), Província de Veneza, Itália, e F. 27/06/1949 em Mata, RS, com 76 anos dois meses e 25 dias de vida. Veio da Itália em 1878, com  9 anos de idade.   Nota: Na certidão de casamento foi declarado o local de seu nascimento em Sarego, Vicenza, Itália.                                        
1.1.2 - OLINTO BROCARDO - N 12/08/1875 em  Sarego, Província de Veneza, Itália. F 31/01/1952 com 88 anos de idade em Monte Alegre, município de General Câmara, RS. Casado com Elídia Dorneles.
Nota: Silvio e Olinto nasceram em  Lonigo (Sarego?), Itália, os demais irmãos são todos naturais de Silveira Martins.
1.1.3 - GÜERINO BROCARDO - N 10/05/1878. Casado com Irene Bianquin. Güerino era fabricante de calçados. Filhos: Júlia Brocardo; Dante Brocardo, falecido em Porto Alegre.   Segundo a certidão de óbito, Dante era casado com Hortência Lago Brocardo e era filho de Güerino Brocardo com Vitória Brocardo.  Dante Brocardo residia em São Borja, RS.
1.1.4 - LÚCIA BROCARDO -  N 20/07/1879; F 24/09/1956 na Santa Casa (tinha problemas visuais e em uma perna.
1.1.5 - MARGARETA (Margarida) BROCARDO (apelido MALGRI ou MALGHARI). N 29/10/1881 e falecida na cidade de Esteio (?), RS. Casada com Alexandre (Nini)  Moretto
Filhos:  – América Brocardo Moretto  casada com Leão Décimo Lorenzoni.  Filha do casal:  Edite Lorenzoni: mora em Passo Fundo, RS;  Elvira Brocardo Moretto Loro – Casada com Pedro Loro falecido em Silveira Martins. Outras pessoas da família de Pedro Loro: Augustim Loro (irmão de Pedro Loro  e pai da Rosália ?), Romano Loro.   Elvira  faleceu em Esteio, RS, onde morou por muitos anos. Filhas da Elvira e Pedro Loro: Pierina, Enriqueta, Carmem (médica), Utelina (freira), Rosália (?).   Observação: Verificar o nome correto de Margareta.
1.1.6 - ELISEU BROCARDO - N 15/07/1883 e F 11/06/1923 em  Silveira Martins. Casado em 27/07/1912 com Joana (Joaneta) Della Giustina (Brocardo), nascida em  13/09/1892 e falecida em  05/08/1984 em Mata , RS.  Filha de Angelo Della Giustina e Elizabeta Londero. Eliseu era comerciante.
1.1.7 - URSULA BROCARDO - N 01/01/1886 em Silveira Martins e faleceu cerca de 1960 em Porto Alegre. Casada com Arlindo Rocha. Foi enfermeira obstetra no Hospital Beneficência Portuguesa.  Única filha do casal – Diva  Brocardo Rocha casada com ... que  teve os filhos Claudino, Nelsinda,
Adroaldo e Diva.
1.1.8 - BIAGIO BROCARDO -  N 22/02/1889 em Silveira Martins, RS e faleceu em Porto alegre em 22-12-1967.  Casado com Irene Santa Sofia Benareti Brocardo, F 2-9-1987. Biagio Brocardo teve diversas profissões, entre elas a de estofador de carros.
 Filhos do casal: Ieda Brocardo, N 26/08/1924 e F27/3/2006 , casada com Eulo Oliveira Ávila;   Eberto Brocardo Ávila, N 21/12/1941; Valéria, N 31/07/1943; Elony, N 04/11 1945, falecida em 09/12/1982, casada com Raul Vicente Fernandes, falecido em 08-03-2005.  Nota – Segundo publicação do jornal Zero Hora de 9-3-2005, “Raul Vicente Fernandes morreu aos 79 anos, de pneumonia em função de diabetes. Trabalhando como decorador, transformou sua loja, Raul Fernandes Decorações, na rua Cristóvão Colombo, em uma das primeiras galerias de arte do Estado nas décadas de 50 e 60. Promoveu em seu estabelecimento cursos de tapeçarias com os uruguaios Júlio Santos e Ernesto Aróztegui, contribuindo para o crescimento e valorização do ofício no Estado, nas décadas de 60 e 70. Pintava havia 65 anos, mas tornou pública sua obra a partir de 1995 quando ingressou no Atelier e Galeria. Sua temática diversificada era permeada por seu forte estilo, sua pincelada solta e decisiva, numa interação entre o impressionismo e o naturalismo, tendo a aplicação de sombra e luz que nos remete à sua experiência clássica. Raul também foi pioneiro como decorador de bailes de carnaval nas Sociedades Leopoldina Juvenil e Sogipa, entre 1962 e 1967. Seus cartões de Natal eram muito esperados, pois os confeccionava de acordo com o que cada amigo o inspirava. Era viúvo de Elony Brocardo. Deixou os filhos Paulo José e Raul Luiz Fernandes e cinco netos”. (Zero Hora, 09-3-2005); Flávia, N 27/11/ 1948; Nádia, N 06/06/1952, casada com Dr. Franquini.



1.1.1 - SILVIO BROCARDO
Silvio e Lúcia Brocardo e filhos, em foto da década de 1920

- Casado em 11/07/1903, na igreja de Santo Antônio, Silveira Martins,  com Lúcia Della Giustina, nascida a 24/06/1883 em São Pedro de Arroio Grande, Linha 7 Sul, Silveira Martins, RS e falecida a  28/06/1951, com 67 anos,  em Taquarichim, município de Jaguari, RS. Ambos estão sepultados no cemitério de São Xavier, Mata, RS.
Registro do casamento: Livro II de assentamento de casamentos da Igreja Santo Antônio,  à fl. 22 v., de Silveira Martins. O livro encontra-se na Câmara Eclesiástica de Santa Maria:
"Aos onze de julho de mil novecentos e três, nesta Matriz de Santo Antônio, corridos os banhos e não aparecendo impedimento algum, perante mim e as testemunhas João Sagin e Delfina Sagin, casaram-se por palavras de presente SILVIO BROCARDO E LÚCIA DELLA GIUSTINA; ele filho legítimo de Francisco Brocardo e Helena Casella, nascido aos dois de abril de mil oitocentos e setenta e três em Lonigo, província de Veneza, Itália, morador desta freguesia; ela filha legítima de Pedro Della Giustina e de Joana Arzieri, nascida aos vinte e quatro de junho de mil oitocentos e oitenta e três nesta colônia, moradora da Curazia de São Pedro de Arroio Grande, ambos solteiros e  católicos."
Silvio Brocardo quando casou foi morar no Vale dos Pagno, que também é chamado de Pano, atual Vale Pompéia, Silveira Martins.

Filhos:

1.1.1.1 - HELENA BROCARDO

 - N 10/05/1904 em Silveira Martins, RS.  F 03/03/1993 em Canoas, RS.  Casada  em 14/09/1925 com Jacob Daros, natural de Silveira Martins (Fachinal ), onde nasceu a 29/07/1905 e faleceu em 07/02/1981 em Canoas, RS.  Jacob era filho único de Pietro Darós (F 05/12/1905) e Erminia Barichello (F14/05/1925). Seus avós paternos: Giacomo Darós e Maria Darós e avós maternos Pietro Barichello e Luigia Barichello. Helena Brocardo era  natural de Silveira Martins, onde nasceu em 10-05-1904 e faleceu em 03-01-1993 em Canoas, RS.  O casal viveu por muitos anos em Taquarichim, localidade do município de São Vicente do Sul, RS, onde tinham armazém, e aí tiveram  os seguintes filhos: Fermindo José Daros (N 01/7/1926; F 28/12/1998) casado com Lila Maciel; Hermelinda (Irmã Mariana), falecida em 2014;  Gildo, (falecido), foi padre Redentorista e diretor do Seminário dos padres Redentoristas de Passo Fundo nos anos de 1960; Hilda, (falecida em maio de 2015) casada com Plínio Brum;  Elsa, casada com Fernando Gastaldo (falecido em julho de 2007) ;  Pedro (N 05/05/1943; F 23/04/2003), casado com Maria Lídia Flor, filha de Candinho Flor;   Paulo (falecido em 2005), casado com Lúcia Spolaor, filha de Érico Spolaor e Cecília Spolaor; Flávio (N 22-08-1949; F 06-02-1977 solteiro); Lúcia Ondina (falecida com 6 anos);  Alvino (N 26-08-1937; F 05-03-1942), Zemma  (Gema) (N 26-02-1940 e falecida pequena).

1.1.1.2 - LAURINDO GREGÓRIO BROCARDO
Laurindo Gregório Brocardo em foto de 1930

 - N 13/02/1906 em Silveira Martins, RS e F 26/04/1968  em Santa Maria, RS.   Casado com Laurentina (Laura) Viero em 16/01/1932.  O casal teve os seguintes filhos: Odone Sylvio, casado com Vera, é militar; Alceu Tito Brocardo (falecido), Lucila Inah, casada com Carlos L. Maciel; Lúcia Irma,  Luci Diva. Nota: No 4º distrito de Silveira Martins localiza-se a Escola Municipal Isolada da Linha Base Marco 50  Professor Laurindo Brocardo.

1.1.1.3 - FERMINDA CATHARINA BROCARDO

Ferminda Catharina Brocardo

 - N 01/01/1907 em Silveira Martins, RS e F 30/08/1940, de febre tifóide, na Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre, onde trabalhava.   Casada com Jacinto Pio Tolazzi em 09/11/1929, natural de Silveira Martins (N 30-07-1904 e F 09-11-1935) e filho de Giuseppe Tolazzi, imigrante nascido na Província de Moggio, Itália, em 1869 e Maria Piussi, também nascida na Itália em 1879.  O casal teve um único filho: Clóvis Brocardo Tolazzi (N ? e F. 17/07/1986). Ferminda era funcionária da Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre. No ano de 1934 formou-se Enfermeira Obstétrica na primeira turma  de formandas da Faculdade de Medicina de Porto Alegre.
Nota: Jacinto Tolazzi teve os seguintes irmãos: Vitório Tolazzi; Albino Tolazzi; Maria Tolazzi Vicenzi; Romana Tolazzi Dal Ross casada com David Dal Ross; Catharina Tolazzi casada com Albino Bianchin; Carmelina Tolazzi casada com Vitório Dotto; Adelina Tolazzi; Egide Tolazzi casada com Ricardo Tolazzi;  Constantino Tolazzi e Fernando Tolazzi.

1.1.1.4 - FRANCISCO BROCARDO
Francisco José Brocardo e esposa Maria Magdalena 
Buzzetto Brocardo

 - N 13/07/1909 em Silveira Martins, RS e F 01/03/2001 em Porto Alegre, RS .   Casado com Maria Magdalena Buzzetto, em 20/10/1934. O casal teve os seguintes filhos: Alcindo casado com Vadaci de Ávila;  Argeu casado com Lígia Morséli;  Odila;  Leda; Alfeu casado com Marilene Cruz Martins; Anselmo; Adenísio casado com Maria; Alceu.

1.1.1.5 - ILDA JOANA BROCARDO - N 26/05/1912 em Silveira Martins, RS. Falecida por afogamento aos três anos de idade em Silveira Martins, localidade de Vale dos Panos, RS . Existe uma única foto, tirada logo após a morte da menina, sentada em uma cadeira.

1.1.1.6 - GEORGINA BROCARDO

Georgina e Cândido Spolaor

N 06/08/1914 em Silveira Martins, RS e F 16/06/2001 em Porto Alegre, RS.  Casada com Cândido Spolaor em 18/07/1940, (N 03/07/1914 e F16/01/1988).  O casal teve os seguintes filhos: Tesopésio Antônio Spolaor (assina Spolador) casado com Irene; Luís Spolaor (N em 7 junho de 1944 e faleceu em 28 de janeiro de 2015) casado com Noeli Manoel Spolaor;  Pedro Spolaor; José Spolaor (N março/1950); Cândida Spolaor ; Maria Helena Spolaor e João Raimundo Spolaor.
Nota: Cândido Spolaor (a família assina também Spolador) era filho de Etore Salvatore Spolaor (N 17/03/1881 na Itália e F 12/01/1944 em São Xavier, Mata, RS) e Cândida Carlota (Carlotto) Spolaor (N 14/10/1881 na Itália e F 30/04/1968 em São Xavier, Mata, RS): avós paternos – Luigi Spolaor e Maria Spolaor; avós maternos – Ângelo Carlotto e Antonia Del Bem.  Cândido Spolaor tinha os seguintes irmãos: Fiorindo Spolaor (falecido);  Erico Spolaor (N 15/02/1912 e F 23/01/1993)  casado com Cecília Brauner Spolaor (N 13/11/1916 e F 23/01/2004); Maria; Ana; Stela e Serafim.

1.1.1.7 - JULIETA BROCARDO

 -  N 22/10/1917 em Silveira Martins, RS e F 04/08/1991 em Pelotas, RS.   Pertenceu a  Congregação das Irmãs Franciscanas.

1.1.1.8 - OLINDA BROCARDO

Olinda Brocardo

- N 26/01/1923 em Silveira Martins, RS e F 08/09/2002 em Porto Alegre, RS. Em alguns documentos consta o nome de Ondina, pelo qual era mais conhecida. Casada com Guilherme Simi em 08/10/1948.   Filhos: Dari, Davi, Ieda, Ilda e Léa.
Olinda: Era o nome de uma das mais belas damas do romance de cavalaria “Amadis de Gaula”.
Olinda - Cidade brasileira do Estado de Pernambuco, fundada em 1536 pelo donatário Duarte Coelho, cuja origem do nome, segundo o historiador Francisco de Varnhagen, pode provir dos vilarejos existentes na época, nos arredores de Lisboa, chamados de “Linda-a-Pastora” e Linda-a-Velha”.



1.1.1.8 - OLINDA BROCARDO (SIMI) - Casada com Guilherme Simi em 08/10/1948. Atendia também pelo nome de Ondina,  registrado em alguns documentos, porém, seu nome de batismo era Olinda.

Filhos: Ver Guilherme Simi

FAMÍLIA DELLA GIUSTINA


1 - GIOVANNI DELLA GIUSTINA -   casado com Apollonia Tollot – ambos naturais da Itália. O casal teve os seguintes filhos: Pietro Della  Giustina, que emigrou para o Brasil e fixou residência em Silveira Martins, onde formou o tronco da família Della Giustina, abaixo relacionada. Demais filhos do casal não encontramos.

1.1 - PEDRO (PIETRO) DELLA GIUSTINA -  Nascido em 1838 no Município de Vittorio em Saravalle, Itália e falecido a 17-11-1899 em Silveira Martins aos 61 anos de idade. Filho de Giovanni Della Giustina e Apollonia Tollot. Casado na Itália com   Giovanna D'Assie , nascida a 06-02-1841 na  Itália; filha de Domenico D’Assie e Maria Zanetti.  Falecida com 40 anos de idade.    

Pietro e familiares - foto do final do século XIX (cerca de 1895)

Nota:   Pietro nasceu na província de Vittorio, paróquia de Santa Maria, em Saravalle, Itália. O pároco se chamava Dom Giuseppe Dalcin . Morou em Treviso, Itália. Veio para o Brasil no dia 31 de maio de 1879 com esposa e filhos e fixou residência em linha 7,  Silveira Martins, quinto distrito de Santa Maria,RS. Trabalhava com corte de carne num açougue.  Pertencia à paróquia de Arroio Grande. Naquela época, para viajar era necessário atestado de boa conduta, que recebeu em 1879, conforme documento nº 83 do município de Vittorio, Itália. Recebeu  também um documento fornecido pela igreja com o seu nome, da sua esposa e de seus filhos onde consta a data de nascimento de cada um. Documento escrito em Saravalle, Vittorio, no dia 31 de março de 1879.”
Nota:  "Dalla Giustina, Pietro. Cas.,45; Ângelo, 17: Maria, 13: Apollonia,11; Augusta, 5. Lote 90, confr. E, Depra Giuseppe; O, Cavallin Marco; área 300.000; tít. prov. 20-6-1882, n 1017 a 1022. De: S. Maria-Serravalle-Vittório V.-TV; vapor: Colombo; chegada: 12-7-1879; destino: L6s."   (Do livro "Povoadores da quarta colônia", p. 128)


Filhos:
1.1.1 - GIOVANNI  DELLA GIUSTINA - N 04/08/1864 no município de Vittorio, em Saravalle, na Itália.  Casado com Judite Dal Prá (Della Giustina). O casal teve os seguintes filhos: Angelin, Izeta, Andréa, Antônio, Santina, Joaneta e Margarida.
Nota:  "Della Giustina, Giovanni. 19 anos. Lote 88, confr. E, Cavallin Marco; O, Comin, Oliva Apolonia Poloni; área 300.000; tít prov. 20-6-1882, n. 1023. De: S. Maria-Serravalle-Vittório V. - TV.; vapor Colombo; chegada: 12-7-1879; destino: L6s."  (Do livro: "Povoadores da quarta colônia", p. 128)

1.1.2 - ANGELO DELLA GIUSTINA - N outubro de1866 município de Vittorio, Saravalle,  Itália.
Casado com Izabel Londero em 16/01/1889 em Silveira Martins.  Izabel nasceu na Itália e era filha de Giuseppe Luigi Londero e Anna Brondani Detto Zefin.
Casado em segundas núpcias com Elisabeth Augusta Comin em 28/04/1900, nascida em Puo d'Alpago, Belluno, Itália e filha de Antonio Comin e Maria Comin. Elisabeth  Augusta Comin faleceu em 28/03/1906.
 Filho de Angelo com Elisabeth Augusta Comin -  Antônio Carlos Alberto Della Giustina - N 05/07/1902 e F 25/07/1991. Antônio era casado com Maria I. A. Della Giustina - N 15/01/1906 e F 15/11/1990. Eram moradores da localidade de São Xavier, Mata, RS e estão sepultados no cemitério local.

Ângelo casou em terceiras núpcias com  Erminia Barichello em 09/12/1908. Ermínia nasceu na Itália e era filha de Pedro Barichello e Luiza Rossi. Viúva de Pietro Darós com quem teve o filho Jacob Darós:
“Fruto do casal Pietro e Ermínia, nasceu em 29 de julho de 1905 uma criança chamada JACOB DAROS. Essa criança não chegou a ter a oportunidade de conviver por muito tempo com seu pai, pois, conforme atestado de óbito extraído do Registro de Silveira Martins, o Sr. PIETRO DAROS faleceu em 02 de dezembro de 1905,  quando seu filho possuía apenas 4 meses.  Difícil analisar a situação vivida pela Sra. ERMINIA, posto que ficara viúva, com um filho pequeno, em uma Colônia precária, na qual difícil se apresentavam os meios de vivência.
Conforme registros históricos buscados no MEMORIAL DO RIO GRANDE DO SUL, a Sra. Ermínia chegou ao Brasil em 15 de março de 1889, com 11 anos, junto com seus irmãos: Giovanni (17 anos), Maria (16 anos), Angelo (15 anos), Gioconda (13 anos), Giuseppe (10 anos), Sibrenio (2 anos), Domenico (1 ano) e seus pais Pietro e Luigia, com 42 e  38 anos  respectivamente.
 A chamada 4ª Colônia Italiana de Silveira Martins foi a última grande colônia de imigrantes italianos a adentrar ao Rio Grande do Sul em virtude da grande demanda vinda para as outras regiões de imigrantes. Relatos históricos revelam que os imigrantes que aí chegaram sofreram muitos percalços, sendo abandonados ao descaso pelos poderes estatais brasileiros, sendo que muitos pereceram na luta pelo estabelecimento no local, por falta de cuidados médicos e de provisões para iniciar a colonização.
 Nesse contexto, a jovem viúva Ermínia Barichello casa novamente, agora com  Angelo Della Giustina, também viúvo.”    
     
1.1.3 - MARIA DELLA GIUSTINA - N 29/04/1870 no muinicípio de Vittorio, em Saravalle,  Itália.
1.1.4 - GIUSEPPINA (Tia Pina) DELLA GIUSTINA - N ?
1.1.5 - AUGUSTA DELLA GIUSTINA  - N 31/07/1878 município de Vittorio, Saravalle,  Itália.
1.1.6 - APOLLONIA DELLA GIUSTINA - N 27/09/1872 município de Vittorio, Saravalle,  Itália.

1.1.7 - LÚCIA DELLA GIUSTINA

   Lúcia Della Giustina e a filha Olinda Brocardo 

- N 24/06/1883 em Arroio Grande, Linha 7 Sul,  localidade que pertencia à 4ª Colônia de Silveira Martins, RS e falecida a 28/6/1951. Filha de Pedro (Pietro) Della Giustina e Joana D'Assie  Della
Giustina.   Casada com Silvio Brocardo.

Filhos: Ver Silvio Brocardo

Nota : Todos nasceram na Itália, exceto Lúcia.  Possuo fotografia original de cerca de 1895 (acima reproduzida), onde aparecem  Pietro, os filhos e a nora Judite, esposa de Giovanni, e netos.










FAMÍLIA SIMI

1 - GIOVANNI SIMI - Nasceu em Mantua, Itália em 1844  e faleceu em Jaguari, RS, a 16/04/1928, aos 84 anos de idade; foi sepultado no cemitério de Jaguari (Ób. III, p. 17, n. 77).  Veio para o Brasil em 25/05/1889, com 37 anos de idade, para a localidade de Silveira Martins, de onde  partiu para a colônia Jaguari e lá recebeu o lote 890, de 25 há, na  linha 14, título: 1-9-1892. Casado com Amabile Tanchella, quando solteira (Ób. J. I, p. 89v – 90, n. 32); Emilia Tanquella (sic ) em outro documento (Ób. Taq. II, p. 23v – 24v), nascida na Itália no ano de 1852 e falecida em 12-09-1920, aos 67 anos de idade; foi sepultada no cemitério de Jaguari (Ób. II, p. 61, n. 24).   (Fonte: Gênese da Colônia Jaguari – José Newton Marchiori).  


Filhos:

1.1. - ANDRÉ (ANDREA ) SIMI - Nasceu na Itália em 1879 e faleceu em Jaguari, RS, a 03/03/1945, aos 65 anos de idade; foi sepultado no cemitério dos Brauner (Ób. Taq. II, p.23v. e 24v).
Casado em 1ªs núpcias com Maria Cândida dos Santos, 19 anos, em 09/07/1902 (Cãs. II, p. 21v).  
Casado em 2ªs núpcias com Manoelinha.
André Simi residiu na localidade de Mangueirinha, Jaguari.
1.2 - ENRICO (HENRIQUE) SIMI -  Nasceu na Itália em 1881.  Casou com Malfina Gessi, nascida em 1889 e falecida de febre puerperal, aos 22 anos, em 03/05/1901, deixando um filho, Primo Felice, de 5 dias (Ób. J.II, p.15-15v, nº 43).  Casou em 2ªs núpcias  com Vínia.
1.3 - GIUSEPPE SIMI - Nasceu na Itália em 1884 e faleceu em 28/08/1897, na Linha 14, por "febre maligna", aos 13 anos de idade e foi sepultado no cemitério "dei mollini", na Linha 13 (Cattaneo, f. 64). Segundo outra fonte, o falecimento deu-se em 08/08/1897 (Ób. J. I, p.89v-90, nº32).
1.4 - VIRGINIA SIMI - Nasceu na Itália em 07/01/1885. Faleceu em ?   Casada com Marcírio Alves Machado de Oliveira, filho de João (Jango) Alves Machado de Oliveira, que foi proprietário de grandes extensões de terras em Jaguari.  Jango era casado com Marcolina Machado Prudente. Virgínia e Marcírio residiram no Rincão dos Alves, Jaguari.
Filhos:  Geni Machado, falecida em 2016,  casada com Lindolfo Wolff;  Ireno, músico falecido no Rio de Janeiro; Olinto; Antônio; Neno; Pedro; João ( Joanete) casado com Francisca; Nair; Idalina, falecida em 2006.
1.5 - ROSA SIMI -  Nasceu em Silveira Martins, RS, em 1889.  Casada com André Machado de Oliveira, irmão de Marcírio, o esposo de Virgínia (Ver foto da família). O casal teve uma única filha, Joaninha , que foi casada com Rodolfo Alves (alcunha de Dofito).  André Machado de Oliveira faleceu de um acidente com seu cavalo. A família residia em Rincão dos Alves, Jaguari.
1.6 - ANTÔNIO SIMI -  Nasceu em Jaguari, RS, em 20/02/1891?  Casado com Perciliana Pedroso de Moraes.


1.6 - ANTÔNIO SIMI -  Nasceu em Jaguari, RS, localidade de Fontana Freda,  em 20/02/1890 ou 1891? e faleceu com 81 anos de idade, em 02/07/1972 na localidade de São Xavier, Mata, RS, onde residiu por muitos anos. Está sepultado no cemitério da Linha 10, Jaguari, para onde foi transladado posteriormente de um antigo cemitério desativado em São Xavier.  Casado no ano de 1910 com Perciliana Pedroso de Moraes(Simi), nascida em 13-08-1888 e falecida em 14-08-1971, com 83 anos de idade.   Era proprietário de terras nas localidades de Rondinha e São Xavier, localidades  pertencentes ao município de Mata, RS.  Na Rondinha teve engenho de produção de cachaça.
Rondinha - origem do nome - na Revolução de 1923 foi local de esconderijo de cavalos e gado bovino de diversos proprietários que não queriam que seus animais fossem requisitados pelos revolucionários, que trocavam seus cavalos cansados e abatiam o gado para alimentar a tropa. O primeiro dono das terras da Rondinha foi Pedro Machado. Outra versão: havia um campestre no local onde reside a família de Bonifácio (Ângelo) Carlin Dal Osto em que se reuniam o gado para rodeio, daí o nome de Rondinha.
Antônio e Perciliana Pedroso de Moraes Simi

Filhos:

1.6.1 - IZULINA SIMI DA SILVA – Nasceu na localidade de Fontana Freda, Jaguari, RS, em 30/06/1911. Faleceu em janeiro de 2008 em São Luiz Gonzaga, RS. Casada com  Pedro Custódio da Silva, natural de São Vicente, RS, onde nasceu a 30/01/1913 e faleceu em São Luiz Gonzaga, RS, em 07/05/2001.    O casal teve os seguintes filhos: João Eloir da Silva ( filho natural de Izulina); Ilza da Silva Herter; Antônio Romildo Simi da Silva; Gildo Miguel Simi da Silva; Maria Elci da Silva Moraes; Nair da Silva Souza; Lenir Simi da Silva; Neuza da Silva Tamiosso e Valter Nascimento Viana (filho de criação).
Izulina Simi
   
1.6.2 - LAUDELINO (LAU) SIMI – Nasceu na localidade de Fontana Freda, Jaguari, RS. Falecido  em .......            Casado com  Maria Pauleski, nascida em 09/4/1924 e falecida em 12/9/1986.  O casal teve os seguintes filhos: Edemar, Jomar (falecido em dezembro de 2013), Nair e Lenir (N 07-06-1954; F 21-10-1977) e Eva (falecida) filha de Lau com Titina Franco Pereira.
Laudelino (Lau) e esposa Maria Pauleski Simi

1.6.3 - LIVINDO SIMI – Nasceu na localidade de Fontana Freda, Jaguari, em 13/04/1913 e faleceu em Jaguari, RS, em  09/08/1974; está sepultado no cemitério da Linha 10 em Jaguari.   Casado em 1939 com  Cacilda Carlin Bandinelli (alcunha de Filhinha), nascida em 26-6-1921 e  falecida em 2-7-1998 em Jaguari. Está sepultada no cemitério da Linha 10, Jaguari.
Cacilda era filha de João S. Bandinelli (o Nico, nascido em 1914) e Catarina Carlin. Eram moradores de Rincão dos Alves, 4º distrito de Jaguari e mais tarde mudaram residência para Boca da Picada, 1º distrito de Jaguari.  Livindo e Filhinha casaram em junho de 1939 na localidade de São Xavier, Mata, RS, onde residiram por muitos anos e tiveram os seguintes filhos: João Bandinelli Simi (N 1941?) casado com Gelsi Crestani (já falecida); Jomar Bandinelli Simi (alcunha de Preto), nascido em 29-7-1946, em Demétrio Ribeiro, General Vargas (atual São Vicente), RS; casado com Ide Lurdes Michelim (N 29-7-1954, Taquarichim, Jaguari, RS); Carmem Bandinelli Simi, casada com Hugo Derli Giacomelli;  Dejanir Bandinelli Simi (N 1956), casado com Gelsa.
 Livindo Simi

1.6.4 – JURDULINA SIMI – Nascida em São Xavier, Mata, aos 15/12/1917 e falecida na mesma localidade em 2014. Casada com Bonifácio (alcunha de Ângelo) Carlin Dal Osto, em 30/7/1940, nascido em 07/6/1914 e falecido em 1991; filho de João Dal Osto e Rosa Dal Osto (N 08/1/1888).  O casal teve os seguintes filhos: Adão Simi Dal Osto (N 1940 e falecido em novembro de 2006), foi casado com Sueli Dal Forno (falecida);  Eva Simi Dal  Osto (N 1943) casada com Paulino Schopf;  Rosa, casada com Pedro Giacomelli; João, casado com Dilza Dornelles; Maria, casada com Vilso Hopfe; Tereza, casada com Elni Snovareski; Vilson, casado com Ondina Spolaor, filha de Érico Spolaor e Cecília Spolaor;  Verena, casada com Dirnei de Oliveira; Sônia, casada com Leonel Minussi.  
Jurdulina Simi

1.6.5 - NOÊMIA SIMI – Nasceu na localidade de São Xavier, Mata, RS e faleceu em maio de 2008 no Paraná .  Casada com Nestor Cruz, filho de Raimundo Cruz. Logo após o casamento foram morar no Paraná. O casal teve os seguintes filhos: Antônio (falecido); Ilda; Delci e Maria.
Noêmia Simi e filhos

1.6.6 - DÁRIO SIMI – Nascido na localidade de São Xavier, Mata, RS. Falecido em 2002.     Casado com  Meri Peres, filha de Oscar Peres e Tomazinha Peres, comerciantes  residentes em São Xavier. O casal teve dois filhos: Onir Simi e Cirlei Simi  e um filho de criação de nome Júlio Cesar.
Dário Simi e esposa Meri Peres em visita a Guilherme Simi (15.4.2000). Esta é a última foto em que os irmãos aparecem juntos, logo ambos faleceram. Guilherme em 2000 e Dário em 2002. 

1.6.7 - GUILHERME SIMI – Nascido na localidade de São Xavier, Mata, RS aos 18/04/1920 e falecido em  29/05/2000 em Porto Alegre. Casado com Olinda Brocardo Simi.
Guilherme e esposa Olinda Brocardo Simi

1.6.8 - JOÃO SIMI -  Nasceu em São Xavier, Mata, RS, em 16/6/1926. Casado com  Brandina Piber, falecida em 2000 .  O casal teve os seguintes filhos: Maria Elizabete (alcunha de Fia); Terezinha Ledes; Volmar; Edson; Marilene; Cleusa e Guilherme.
João Simi em foto de 14.2.2009

1.6.9 - ILDO SIMI -  Nascido na localidade de São Xavier. Faleceu em Cascavel, Paraná, em 2016. Casado com  Maria Lopes Simi (falecida em 27/4/2009, em Cascavel, Paraná)  e  logo após o casamento foram morar em Guarapuava, Paraná, hoje vive em Cascavel.  O casal teve os seguintes filhos e netos, citados entre parêntesis: Valdemir falecido em 11-12-1984(filhos: Edite, Elisandra e Edinéia); Neide ( filho: Robson);  Neri (filhos: Nedir, Mariana e Liliane); Alaor (filhos: Simone e Mateus); Neila ( filhos: Alessander, Bruno e Willian); Roseli (filhos: Anderson e Alison);  Marli (filhos: Gabriel e Guilherme); Sirlei (filho: Jefferson).
Ildo e esposa Maria Lopes Simi em foto de 1986

1.6.10 - NIVERSINA SIMI, (alcunha de  MAQUITA/ MAQUINHA).  Nascida em São Xavier, Mata, RS, em 21/4/1932.  Casada com  Olício Fernandes, nascido em 9/6/1930.  Filhos: Clóvis; Cleone; Rejane; Dalton Luiz; Vera Maria e João Elvio (falecido).
Niversina Simi

1.6.7 -  GUILHERME SIMI -  Casado em 08/10/1948 com Olinda Brocardo (Simi). Ambos falecidos e sepultados no cemitério São Vicente, Canoas, RS.  Tiveram os seguintes filhos:


1.6.7.1 - DARI JOSÉ SIMI - N 07/07/1949  na cidade de Mata, RS.  Casado com Nilza Terezinha da Silva (Simi), nascida em  07/12/1951
Dari e Davi Simi em foto de 21.12.2008

1.6.7.2 - DAVI JOSÉ SIMI - N 27/08/1950 em São Xavier, Mata, RS  e F 15/7/2009, sepultado no cemitério São Vicente, Canoas.  Casado com Neuza Bravo com quem teve a filha Lizia Bravo Simi.
Davi José Simi

1.6.7.3 - IEDA MARIA SIMI - N  30/04/52 em São Xavier, Mata, RS.   Casada com Adisom Korpalski
1.6.7.4 - ILDA MARIA SIMI - N  26/04/54 em São Xavier, Mata, RS.   Casada com Antônio Francisco Czykiel. Filhos: Alessandra e Marcelo
1.6.7.5 – MARIA SIMI – N 26/09/1957; F 26/09/1957
1.6.7.6 - LÉA MARIA SIMI -  N 02/02/61 em Canoas, RS.   Casada com Gabriel Cravo. Filhos: Diogo e Bruna
Fotografia de 21.12.2008

1.6.7.1 - DARI JOSÉ SIMI - Casado com Nilza Terezinha da Silva (Simi), nascida em 07/12/1951 em Canoas.

Filhos:

1.6.7.1.1 - ELIANDRO DA SILVA SIMI - N 28/07/1976 em Esteio, RS
1.6.7.1.2 - JULIANO DA SILVA SIMI - N 22/11/1979 em Esteio, RS; F 22/04/2005 em Cidreira, RS e sepultado no cemitério São Vicente, Canoas, RS. Companheira Andressa Rosa Paz Garrido. O casal teve uma filha: Giovanna Garrido Simi , N 27/03/2005.
1.6.7.1.3 - GISELE DA SILVA SIMI -  N 18/08/1982 em Esteio, RS.
Companheiro Fábio. O casal tem o filho Rayan Simi
1.6.7.1.4 - CAMILA DA SILVA SIMI - N  04/02/1988 em Canoas, RS



FAMÍLIA MORAES


1 - LINO ANTÔNIO DE MORAES - Casado com Idalina Pedroso , filha de Konrat. Idalina tinha uma irmã de nome Laurinda.
Lino era natural de Minas Gerais, de onde veio como tropeiro para o Rio Grande do Sul (biriva). Exerceu a função de  curandeiro e salvou muitas pessoas da gripe espanhola.

Filhos:

1.1 - PERCILIANA PEDROSO DE MORAES.  Natural de Santiago, Linha Capitum, atual Unistalda, onde nasceu em 13-08-1888 e  faleceu em Jaguari em  14/08/1971.  Está sepultada no cemitério da linha 10, Jaguari. Foi casada com Antônio Simi. (ver família Simi)
Perciliana Pedroso de Moraes (Simi) e o neto Deja Simi

1.2 - LAUDINO DE MORAES – tinha como companheira Olinda (alcunha de Julieta). Era cabo do exército e residiu em Porto Alegre por muitos anos, onde faleceu.  Localizei uma filha de nome Irma Fontoura, moradora de Novo Hamburgo.
1.3 - LAUDELINO DE MORAES.
1.4 - ALGEMIRO DE MORAES – Era militar e lutou na Revolução de 1923.
1.5 - CLAUDIOMIRO DE MORAES
1.6 - BRASILIA DE MORAES – Casada com Manoel Guedes. Teve um filho de nome Paulino.
1.7 - MARIA DE MORAES - casada com Maximiliano Inácio Fernandes, com quem teve os filhos Algemiro (viveu em Tupanciretã) e Otacílio.
1.8 - ZULMIRA DE MORAES



sexta-feira, 25 de julho de 2014



Canoas também teve seus mitos e lendas




Pesquisa de Dari José Simi - darisimi@gmail.com

O autor deste blog concorda com o uso de seus textos e imagens apenas para fins educacionais, desde que seja informada a autoria.

Mito - provem do latim “mythus” e do grego “mythos” (fábula). Narrativa dos tempos fabulosos e heróicos. Narrativa de significação simbólica, geralmente ligada a cosmogonia e referente a deuses encarnadores das forças da natureza e/ou de aspectos da condição humana. Representação de fatos ou personagens reais exagerada pela imaginação popular, pela tradição.
Basilio de Magalhães define o mito como “transfiguração dos seres e fenômenos naturais em corpos inaturais e forças sobrenaturais.” É de opinião que do mito se originam as lendas.
Luiz da Câmara Cascudo considera o mito como “um sistema de lendas  gravitando ao redor de um tema central com área geográfica mais ampla e sem exigências de fixação no tempo e no espaço.”
Lenda - provem do latim “legenda”.Narrativa de acontecimentos fantásticos, tradição popular, conto, história fabulosa, mentira, invenção.  Narração escrita ou oral, de caráter maravilhoso, em que os fatos históricos são deformados pela imaginação do povo ou de poetas.
Luiz da Câmara Cascudo considera a lenda como “um episódio heróico ou sentimental com elemento maravilhoso ou sobre-humano, transmitido e conservado na tradição oral popular, localizável no espaço e no tempo.”
A lenda apresenta as seguintes características: oralidade, antiguidade, persistência e anonimato.
Encontra maior circulação no meio rural. Geralmente, ao redor dos fogões, surgem os contadores de “causos”. No passado os andarengos, os tropeiros e os carreteiros, cujas atividades ambulantes facilitavam o recolhimento destes fatos folclóricos,  foram  os seus maiores divulgadores.

Origem lendária do nome de Canoas:
Segundo uma tradição muito antiga que foi contada ao historiador Walter Spalding pelo canoense Guilherme Schell,  a  origem do nome de Canoas provem da palavra “canuera” – local onde os índios tapes faziam os sepultamentos de seus mortos.
O escritor de “A Divina Pastora” e “O Corsário”, Antônio José do Vale e Caldre e Fião, confirma em seu “Ibicui-retã”, publicado  na Revista do Partenon Literário, de 1873, que o termo “canuera” tinha o significado de “lugar dos mortos, cemitério”.
 Com o correr dos anos o nome foi se deturpando e “canuera” transformou-se em canoa, depois Canoas.
Esta é mais uma versão para a origem do nome de Canoas, que esteve até pouco tempo envolta em mistérios. Mas graças as pesquisas que fez o historiador João Palma da Silva para elaborar a obra “As Origens de Canoas”, depois de muito debater-se para identificar a origem do nome de Canoas, descobriu por informações de alguns antigos canoenses, a verdadeira história. Tudo teve início com a derrubada de grandes árvores para abrir caminho à estrada de ferro  que deveria passar por onde hoje é o centro de Canoas. O proprietário das terras e mato, Major Vicente Ferrer da Silva Freire, morador as margens do Rio dos Sinos, determinou  a seus funcionários (ex-escravos do Major) que fossem aproveitar as madeiras cortadas para o fabrico de canoas, que deveriam ser utilizadas no transporte de mercadorias no rio, único caminho até então disponível para a comunicação entre Porto Alegre e a colônia de  São Leopoldo. Quatro irmãos índios, Antônio, Elias, José e Sebastião Corrêa, segundo Palma da Silva em depoimento de Castorina Lima Silveira, executaram a tarefa.
Castorina conheceu os irmãos Corrêa, “eram carpinteiros da ribeira, de serviços brutos. Tocavam gaita e o “tio” José até fazia gaitas de foles. Eram das nossas relações, sendo o “tio” Elias compadre da minha mãe. Eram dos ex-escravos do Major Vicente Freire, sendo bem velhos já ao meu tempo de mocinha. O último a morrer foi o “tio” José, o gaiteiro. O Antônio era chamado Antonicão, por ser alto. O Sebastião casou uma filha com o Militão, e uma filha deste viveu em Canoas.”
Com a construção de uma estação ferroviária no local, esta ficou conhecida por muito tempo, Estação das Canoas.

Mitos que circularam por Canoas:
 Vamos citar alguns que tiveram seus nomes registrados pela história por suas realizações e exemplos. Sebastião Coelho; Marisa Ficagna; os fantasmas da Santos Ferreira.

Sebastião Coelho

Sebastião Coelho foi batizado na cidade de Torres em 23 de janeiro de 1858 e faleceu na Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre, em 4 de maio de 1958.
Uma crônica da época assinada por R.I.P. diz o seguinte: “Faleceu o crioulo velho, o seu Bastião, que morava nos fundos da Igreja de São Luiz, de Canoas.  Não se apartava do templo nem de dia, nem de noite. Diariamente assistia à Santa Missa e comungava. Assim fazia, porque a Sagrada Comunhão era a sua força. Dizia ele que Ela o ajudava a gostar mais de Deus e do trabalho.  Nas quartas e sextas-feiras da Quaresma só tomava pão e água. Aos domingos, quebrava o jejum só depois da última missa. Causava-lhe muita tristeza que tantas pessoas, principalmente de sua cor, freqüentavam o espiritismo e a umbanda. Não sabia ler, nem  escrever. Só sabia amar Nosso Senhor. Trabalhava sempre de graça, vivendo do que lhe davam, mas só aceitava o necessário. Morava sozinho numa pobre choupana, onde ele mesmo cozinhava, até que as R.R. Irmãs do Colégio Maria Auxiliadora lhe mandavam a comida. Não se sabe quando nasceu. Só consta o dia do seu batizado. Realmente, viveu mais para o céu do que para a terra.”
João Palma da Silva dedicou-lhe uma de suas crônicas do Correio do Povo de Porto Alegre, que intitulou “Recordando um Santo”.
O padre Pedro Luiz Botari publicou um livro sobre  Bastião, cujo título é “O Diamante Negro de Canoas ou Tio Bastião Coelho”, editado em 1964. Igualmente, há um texto, ainda inédito, de Inês Charlier Aklert – “Bastião, um santo popular em Canoas”.  Trabalho de conclusão do Curso de Especialização em Folclore, da Faculdade de Música Palestrina de Porto Alegre – FAMUPA.



Sebastião Coelho tem lugar certo na história da fé católica em Canoas.  Seu corpo está sepultado no cemitério mais antigo de Canoas. Seu túmulo é muito concorrido. Inúmeras pessoas vão depositar flores o ano todo, especialmente no dia de  finados, em agradecimento por graças alcançadas.  A fama de “santidade” de Sebastião vai longe, devotos tem publicado agradecimentos por graças alcançadas, em jornais da capital.

Marisa Ficagna

Marisa Ficagna, jovem assassinada a tiros em 21 de abril de 1964 pelo noivo, em frente a sua residência. O crime teve repercussão na cidade de Canoas, pois era aluna do Colégio Maria auxiliadora e filha do proprietário da Fábrica de Acordeões Cila Ltda., do Bairro Niterói.
O seu túmulo, no cemitério Santo Antônio, está coberto de placas agradecendo graças divinas alcançadas.  Também é grande o número de pessoas que rezam em frente à sua sepultura, principalmente no dia de finados.
Segundo se conta, Marisa, que morreu com 17 anos de idade, tempos depois apareceu a uma tia dizendo que seu corpo não havia entrado em processo de decomposição.  A tia foi ao cemitério e confirmou-se a afirmação.  A partir daí teve início a “lenda” e seu  túmulo é muito visitado por pessoas que rezam agradecendo e/ou pedindo graças.

Os Fantasmas da Santos Ferreira

Os fantasmas da Santos Ferreira – Próximo ao nº 3200 da Av. Santos Ferreira, vivia um casal de velhos, ainda no início do século XX. Diz a crença popular que numa noite a velha matou seu marido e jogou o corpo em um poço. De tempos em tempos, dizem, o velho sai do poço à procura da velha.

Outra crença popular refere-se a uma noiva que tinha casamento marcado na Igreja Matriz de São Luiz Gonzaga. Seu noivo não apareceu, tendo a noiva aguardado por muitas horas frente ao altar.  Desesperada a noiva joga-se em um poço que se localizava frente ao Cemitério Municipal, na Chácara Barreto. Desde então, no mês de maio, muita gente jura ter visto uma bela moça vestida de noiva sair do poço em busca de um noivo.

sábado, 7 de junho de 2014



LUIZ FELIPE SCOLARI (FELIPÃO) E O GRÊMIO SÃO CRISTÓVÃO


Sede social do Grêmio São Cristóvão situada na rua Mamoré, Bairro Igara, Canoas,RS




O Grêmio São Cristóvão foi fundado em 29 de outubro de 1959, no bairro Igara de Canoas. Em sua sede social a entidade promovia bailes para seus associados e a comunidade local. O nome do time foi posto em homenagem ao padroeiro da igreja São Cristóvão, situada no mesmo bairro Igara. O São Cristóvão permanece ainda hoje, porém, não tem mais a mesma expressão de anos anteriores.
 No clube São Cristóvão, como era conhecido, o adolescente Luiz Felipe participava de comportadas reuniões dançantes.  Não havia ainda um campo de futebol e a turma do São Cristóvão jogava bola em praças e campos baldios, até que Demétrio Machidonski, um taxista que trabalhava na capital gaúcha, ficou com pena dos guris e providenciou um uniforme na loja Cauduro. Era um jogo de camisetas azuis com duas listras verticais amarelas. Demétrio mandou colocar o distintivo do Grêmio São Cristóvão e o time passou a disputar campeonatos de várzea contra equipes de Canoas e adjacências.  
Luiz Felipe Solari fez parte do quadro de jogadores do São Cristóvão. Foi seu primeiro time. Jogava como zagueiro.
Natural de Passo Fundo, onde nasceu em 9 de novembro de 1948. Filho de Benjamim e de Cecy (Leda) Scolari.  Seus pais  mudaram-se para a cidade de Canoas, onde construíram residência no Bairro Igara.  Em Canoas já viviam tio Alcides e tio Alberto, que eram sócios de uma transportadora de Passo Fundo e possuía uma frota de caminhões-tanque. Em 1954, Alcides trocou Passo Fundo por Canoas, para expandir seus negócios.  Um ano depois, Alberto o acompanhou.  Compraram um terreno à beira da BR 116, movimentada rodovia que corta a cidade de Canoas, e começaram a construir um posto de gasolina, inaugurado em 1959.  Em 1964, eles chamaram Benjamim, que veio com  Leda,  e os filhos Luiz Felipe e Cleonice para Canoas. Cleuza, a irmã mais velha de Felipão, preferiu ficar. Tinha constituído família em Passo Fundo. Casada com Euclides Schneider, ela tem quatro filhos:  Darlan (preparador físico que trabalhou no Grêmio e no Cruzeiro, além de integrar a comissão técnica da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2002), Tarcísio, Elson e Delano. 
Em Canoas, Benjamin virou sócio dos irmãos na transportadora  de combustível, enquanto Leda costurava e fazia roupas para fora. Luiz Felipe tinha que ajudar no sustento da casa e passou a trabalhar  no posto de gasolina dos tios, enquanto estudava no curso técnico de contabilidade.
Assim era a rotina do jovem, até que conheceu Olga Pasinato,com 16 anos de idade,  filha do dono do hotel localizado em frente ao posto de gasolina dos tios. O casamento aconteceu nove anos depois, em 1973. Dos 17 aos 19 anos Luiz Felipe jogou no time de várzea de Canoas, enquanto acalentava o sonho de tornar-se jogador de futebol profissional.
Como profissional, Luiz Felipe jogou no Aimoré de São Leopoldo e no Futebol Clube Montenegro, da cidade de mesmo nome, depois foi para o Caxias e o Juventude, jogando sempre como zagueiro, posição na qual recebeu o título de melhor zagueiro do Campeonato Gaúcho de 1978, quando então jogava  pelo Caxias..



 
De pé a partir da esquerda: Adair, Demétrio Machidonski, Adelmo, Hilton, Luizão, Luiz Felipe Scolari (Felipão), Ilton Silva Mendonça, Fabrício, Darci e Tonho Pacheco.
Agachados a partir da esquerda: Antônio Bittencourt,  Demétrio Machidonki Filho, Nelson Dutra, Clóvis Rampon (Foguinho), Brivaldo (Peixinho), Luiz Carlos Fontella, Rui Fontella e Juarez Amaral da Silva.


Foto do ano de 1967.  A partir da esquerda, de pé:  Roberto Taylor, Telmo, José Rubens, Luiz Felipe Scolari (Felipão),  Luizão,  e Hilton.
Agachados, da esquerda:  Sérgio Potrich, Volmar, Nereu Rampon, Demétrio Machidonki Filho e Luiz Fontella. (Fotografia de Toninho Silva)



De pé, a partir da esquerda: Nivaldo, Luiz Santos, Luiz Felipe (Felipão), Carlinhos, Hilton, Roberto, Fabrício e  Darci T. de Moraes – diretor de futebol.
Agachados, a partir da esquerda: Demétrio Machidonski Filho, Clóvis Rampon, Volmar, Telmo e Julio.


Foto do ano de 1965, publicada no  jornal Diário de Canoas, edição dominical de 10 de março de 2002. A madrinha do time era Mariza Amaral da Silva.



Foto de 1967,  tirada no campo do São Cristóvão, hoje transformado no Centro Olímpico Municipal de Canoas. Na foto Luiz Felipe Scolari (Felipão), Hilton e agachado Volmar.

quinta-feira, 1 de maio de 2014



SUBSÍDIOS PARA A HISTÓRIA DA MÚSICA REGIONALISTA DE CANOAS

Pesquisa: Dari José Simi - darisimi@gmail.com

Conjunto Musical do Rancho Crioulo - Animava os fandangos do Centro Canoense de Tradições Rancho Crioulo (CCT Rancho Crioulo) de Canoas nos anos 50 e início dos anos 60.  Seus componentes foram Ubirajara Pereira (gaiteiro). Telmo da Silva (bandolim) e Egíno Mazzotti (violão). O Centro Canoense de Tradições Rancho Crioulo foi a primeira entidade tradicionalista de Canoas, criado em  6 de junho de 1955 por João Palma da Silva.




Foto do 1° baile do CCT Rancho Crioulo.  Segundo Maria Helena Munhoz, a gaiteira da foto, este foi o primeiro fandango do Centro Canoense de Tradições Rancho Crioulo, logo depois de sua fundação em 6 de junho de 1955.  O fandango foi realizado na primeira sede do Rancho Crioulo, na rua General Salustiano.
 Fotografia original acervo Dari Simi

Os Tapejaras - Grupo musical nativista composto por Airtom, Miltom, Edgar, Atiles e Loreto. Apresentava-se todas as quintas-feiras animando o programa "Roda de Chimarrão" no CCT Rancho Crioulo, nos anos 60.
Os Ceresteiros - Grupo musical nativista que pertenceu ao CTG Brazão do Rio Grande.
Os Tradicionalistas do Pago - Grupo musical nativista que atuava em Canoas nos anos 80.

A Rádio Real de Canoas - Emissora integrada da "Rede Princesa", foi inaugurada em 21 de junho de 1960, pelo radialista canoense Luiz Carlos Bauer, que foi seu primeiro diretor.
Essa emissora sempre procurou dar oportunidade aos músicos e compositores nativistas e sertanejos de Canoas. Estimulava, assim, os talentos locais. Também artistas de outras localidades vizinhas abrilhantavam a programação da Real.
Ao longo das décadas de 60, 70 e 80, foram muitos os programas radiofônicos da Real, que transmitiam ao público canoense, em apresentações de palco, a nossa autêntica música regionalista. Tinha grande  aceitação popular  as músicas caipira e sertaneja nos primeiros anos da Rádio Real. Mas a música gauchesca não era esquecida. Duplas queridas dos canoenses apresentavam-se nos estúdios da Real. De grande audiência era o programa "Noites Gaúchas", nos anos 60, produzido por João Palma da Silva, que na ocasião era o Diretor Social da emissora. Jamil Cecin Toledo, radialista, locutor, apresentava o programa Noite Sertaneja na Real dos anos 70/80. Felisberto Meireles tinha o programa Pampa e Sertão na Rádio.  
O público deliciava-se com a dupla "Irmãos Ytu"; os "Irmãos Santos"; a dupla caipira de São Paulo, "Inhô Zé e Inhô Pinho"; os irmãos "Osmar e Orlando Setembrino Nogueira"; a dupla sertaneja "Prateado e Belinho", entre outras. 



Dupla Irmãos Ytu 
dos programas gauchescos da Rádio Real de Canoas.
Do acervo de Dari Simi


Irmãos Santos - Rui Batista dos Santos e Asteróide Batista dos Santos - dupla que  apresentava o programa Noites Gaúchas, pela Rádio Real de Canoas, nos anos 60. Os Irmãos Santos também tocaram no programa Rodeio Coringa, da Rádio Gaúcha de Porto Alegre. A dupla animou a programação da Rádio Real de Canoas, com suas músicas gauchescas.
O jornal canoense Minha Querência  (culturadaquerencia.blogspot.com) entrevistou um dos componentes da dupla de música gauchesca, Irmãos Santos, o Asteróide, hoje com mais de 70 anos.








“A dupla canoense Irmãos Santos, Rui e Asteróide, foi montada em 1958 e em 1960 começamos o programa Noites Gaúchas, na Rádio Real de Canoas e fomos até 1964. Participavam artistas como Teixeirinha, Mary Terezinha, José Mendes, Darci Silva e tantos outros. Tínhamos patrocinadores e até chegamos a gravar um LP. Tudo era muito difícil. Naquela época era ou bem a música, ou bem o  serviço. Optamos pelo serviço, pois a música era muito difícil.  Fomos a Curitiba e gravamos pela gravadora Araucária, naquele tempo era um bolachão  (Long Play 78 RPM), era difícil, tínhamos que mandar dinheiro prá eles (reserva de mercado) prá largar 100 discos na praça, mas não deu certo. Ainda tenho o contrato assinado guardado em casa.
Estivemos em Curitiba, depois viemos a Blumenau, tocamos na Rádio Blumenau, fizemos programas por lá, arrumamos patrocinadores naqueles dias, depois viemos a Tubarão, onde temos parentes ali.  Na Rádio Tubá, da cidade de Tubarão fizemos programas, enfim, depois viemos pra Araranguá. Na Rádio Araranguá  também fizemos programas e viemos vindo chegando em casa, foi muito lindo aquele passeio, aquela festa. Chegamos e recomeçamos na Rádio Real de Canoas.
Nós tínhamos muitos ouvintes, no interior, nós fizemos festas, inclusive a Erva Mate Saphira era  nosso patrocinador e nós  fazíamos shows nos cinemas de Canoas. No cinema Rio Branco fizemos a festa, levamos muita erva, distribuímos para o  pessoal e era assim que nós andávamos por toda Canoas. No cinema São Luis, cinema Niterói, inclusive quando vinham os artistas do Rio e São Paulo como Tonico e Tinoco nós fazíamos a abertura dos shows e era muito bonito aquilo tudo, o Teixeirinha vinha também no nosso programa da Rádio Real de Canoas. A dupla Irmãos Santos terminou em 1967.”
Hoje Asteróide trabalha com couro, fabricando chinelos e botas campeiras ali na Casa do Sapateiro, na Gonçalves Dias, centro de Canoas. Seu irmão, o Rui, faleceu em 2006, com 69 anos de idade.

 Irmãos Santos nos estúdios da Rádio Real de Canoas
Foto do acervo de Dari Simi
Irmãos Santos nos estúdios da Rádio Real de Canoas
Foto do acervo de Dari Simi
Postal de divulgação da dupla
Acervo Dari Simi
Dupla gauchesca da Real anos 60,
Irmãos Santos
Acervo Dari Simi
Nhô Zé e Nhô Pinho, dupla sertaneja de São Paulo que 
apresentava-se na Rádio Real de Canoas, nos anos 60.
No centro o radialista e animador Edu Rocha
Acervo Dari Simi


A Rádio Real teve grandes apresentadores de programas gauchescos e sertanejos. Destaque para Juan Darcy, que também foi diretor da emissora em 1967. Apresentou "Terra Nativa" e "Charla de Galpão". Edu Rocha, o radialista que trouxe para a Rádio Real a dupla Nhô Zé e Nhô Pinho, artistas que tocavam na Rádio Itaí de Porto Alegre.  Edu Rocha foi o fundador da Orquestra Tabajara, nos anos 50, que apresentava-se na Rádio Continental de Porto Alegre; era sargento da Aeronáutica de Canoas; violonista e apresentador de programas gauchescos da Rádio Real. Chimarreando na Querência, era um dos mais antigos programas tradicionalistas do rádio gaúcho, apresentado aos sábados das 12 às 14 horas na Rádio Real de Canoas, por Gontran Goulart, o poeta do Alegrete.

Juan Darcy
Nos anos de 1991 e 1992, Juan Darcy publicou a coluna "Terra Nativa" no jornal canoense "Expresso do Vale", com notícias dos CTGs da Grande Porto Alegre e  textos de história, folclore, tradicionalismo, chasques, etc.
Cena de programa gauchesco nos estúdios da Rádio Real, anos 60. 
Apresentação de Juan Darcy
Acervo Dari Simi
Cena de programa de auditório da Real, anos 60, 
com o apresentador Juan Darcy
Acervo Dari Simi
Cena de programa gauchesco na Real, anos 60
Acervo Dari Simi
Juan Darcy o primeiro da esquerda, 
apresentador de programas nativistas
 da Radio Real de Canoas
Foto do acervo de Dari Simi

Miraguaio e Bernardinho - Eram os animadores do programa "Rancho do Miraguaio", que ia ao ar todos os domingos das 18 às 19 horas, pela Rádio Real de Canoas., com músicas sertanejas e gauchescas.

Prateado e Belinho, dupla sertaneja da Real
Foto original de 1986
 Acervo de Dari Simi

Prateado e Belinho, dupla sertaneja canoense, em 1986
Foto original do acervo de Dari Simi

Prateado e Belinho era uma dupla sertaneja surgida em Canoas nos anos 60. Tem gravados  dois discos.
Em uma nova postagem informaremos mais dados sobre essa dupla nascida em Canoas.
Artistas da capital gaúcha apresentavam-se com frequência nos programas de auditório da Real - Teixeirinha e Mary Terezinha, Gildo de Freitas, Portela Delavi, Luiz Müller, José Mendes e tantos outros.

Os trovadores ( da esq.)  Gildo de Freitas, Portela Delavi e Orlando Müller,
numa festa no salão paroquial da igreja matriz São Luiz Gonzaga de Canoas. 
Ano 1962. Foto original do acervo de Dari Simi

Postal de divulgação da dupla
Acervo Dari Simi



Nelson e Gianete
Fotografia original
Acervo Dari Simi

Postal de divulgação de José Mendes, em 1971, do original autografado
Acervo Dari Simi

Mais tarde, anos 90, a Real mudou o nome para Rádio Visão, mantendo o programa "Rádio Frequência", apresentado por Meirelles (Felisberto Meirelles), diariamente das 17 às 19 horas, com música nativista e sertaneja. 
Derly Silveira da Silva foi o apresentador do programa regionalista "Rio Grande Tchê", na Rádio Visão de Canoas. É poeta, compositor, trovador e radialista. Criador do festival de trovas do Rio Grande do Sul, o "Mi Maior de Gavetão", na cidade de Sapucaia do Sul. Autor do livro de poemas regionalistas "Na Beira do Fogo", publicado em 1989.  Derly é natural de Júlio de Catilhos, onde nasceu a 25 de novembro de 1942. Iniciou na radiofonia aos 15 anos de idade, em Tupanciretã, RS. 

Alma da Terra - Programa gauchesco da Rádio Clube de Canoas, nos anos 60.  Programa de grande audiência, levado ao ar todos os dias no horário das 18:30 às 19:30, com uma mensagem poética e sonora do Rio Grande do Sul para o Brasil.  Alma da Terra era um desfile de nossa música regional e folclórica.

Grupo Candeeiro - Formado por ex-integrantes dos Serranos. O conjunto lançou em 1993 o disco "Buenas Amigo" pela gravadora Acit em conjunto com o músico Porca Véia (Elio Xavier), morador de Canoas há muitos anos e grande destaque na música nativista gaúcha. O grupo estava formado por Pereirinha (gaiteiro); Iti (Luiz Tadeu Mendes Paim, o bateirista); Kiko (baixista) e Amaro Pereira (guitarrista).

Grupo Candeeiro - Da esquerda, Amaro Peres, Porca Véia, Iti e Kiko
Foto do acervo de Dari Simi

Porca Véia (Elio Xavier) - Cantor nativista. Reside em Canoas há muitos anos. Seu disco de estréia (LP) tem o título de "Gaitaço" e foi lançado  no ano de 1985.

Porca Véia - foto do disco Gaitaço
Foto do acervo de Dari Simi



Theodoro Alexandre Alex Hoheberger -  Músico nativista. Nasceu em Tupanciretã a 28 de dezembro de 1952. Veio a residir em Canoas a 5 de maio de 1977, onde desempenhou a função de professor de Educação Física e Música. Trabalhou com crianças especiais no Instituto Pestalozzi de Canoas.  Formou grupos de danças gaúchas - "Lenços Colorados" e "Grupo de Danças Afro",  com crianças excepcionais e também criou o "Grupo Carijó", no Bairro Mathias Velho. Pós-Graduado em Educação para  excepcionais. Foi integrante do grupo "Caverá", com o qual gravou vários discos. Gravou também  LP com o melhor das Califórnias da Canção Nativa, "Nativismo Puro". Coordenou um grupo folclórico em excursão pela Europa em 1980.  Um nome bastante conhecido na música nativista de Canoas e do Estado.

Theodoro A. A. Hoheberger
Capa do disco Nativismo Puro
Foto do acervo de Dari Simi

Theodoro Alexandre Alex Hoheberger
Foto acervo Dari Simi

Os Tahãs - Conjunto nativista canoense criado nos anos 90.
O conjunto era composto por Alcir Claic (vocal), Vilmar Rodrigues (acordeon e vocal), Sérgio Foscarini (violão e vocal), José Augusto A. Santos (baixo e vocal), Rosinei Silva da Costa (baixo) e Rodrigo Claic (vocal).

Os Tahãs - em apresentação no CCT Rancho Crioulo de Canoas
Foto original do acervo de Dari Simi

LP gravado em 1992.  Da esquerda - 2ª fila, Rodrigo Claic, Sérgio Foscarini e Alcir Claic.
1ª fila, José Augusto A. Santos, Rosinei Silva da Costa e Vilmar Rodrigues

Os Caranchos - Conjunto nativista canoense criado nos anos 90.

Dante Ramón Ledesma - Cantor consagrado nos meios artísticos nativistas do Rio Grande do Sul. Argentino, natural da cidade de Rio Cuarto, em Córdoba. Radicado em Canoas há muitos anos. Possui muitos discos gravados. O seu canto é forte e clama por liberdade e igualdade. Mesclando músicas gaúchas com popular latino-americana de diferentes poetas.  Sua melodia não tem fronteira nem bandeira. É um canto universal. Sua música lhe confere o título de melhor interprete latino-americano.

Dante Ramón Ledesma
Foto original do arquivo de Dari Simi

Dante Ramón Ledesma em entrevista ao jornal canoense Radar
Foto original do acervo de Dari Simi

Dante Ramón Ledesma - show nativista
Foto original do arquivo de Dari Simi

Grupo Nativo Poente -  Grupo musical de Canoas. Teve várias fases. A partir de agosto de 1983 inicia suas atividades, com muita música nativista, em andanças pelos CTGs da cidade. Era composto, inicialmente, por Edinho (violão e voz); Zé Maschke (violão e voz); Jeferson (percussão); Nara e Eliani (vocal e dança). 
Em janeiro de 1985 o grupo se desfez, ressurgindo  em seguida com apenas dois componentes e o nome de Duo Nativo Poente - Zé Maschke (percussão e voz) e Edinho (violão e voz). A dupla fazia seus shows em clubes e bares da cidade.
Ainda, numa terceira fase, com o nome alterado mais uma vez para Musical Poente, ressurge esse grupo com muita força apresentando seu variado repertório de música popular e nativista. Estava assim composto: Zé Maschke, Edinho, Muskito, Vanderlei e Beto.

Grupo Nativo Poente no CCT Rancho Crioulo, em 1986
Foto original do acervo de Dari Simi

Duo Nativo Poente em 1986
Acervo Dari Simi


Duo Nativo Poente
Foto original do acervo de Dari Simi

Os Ideais Farroupilhas -  Conjunto canoense de música gaúcha. Surgiu em 1989, quando fez suas primeiras apresentações públicas. Componentes: Juarez Pires, o Fiapo (gaiteiro); Cristiano Buligão (bateirista); Zezinho (guitarrista); Sandro Frederico (baixista); Evaldo Araujo (vocalista) e Alex Costa (gaiteiro).

O Cancioneiro - Natural de Giruá, Jucelino Vieira da Conceição vive há muitos anos em Canoas. Foi funcionário da Corsan em Canoas. Com o nome de "O Cancioneiro" ele se tornou um dos artistas mais conhecidos na região das Missões. Decidiu aproximar-se mais da capital gaúcha para ampliar suas atividades artísticas. 
Possui voz parecida com a de Gildo de Freitas e Teixeirinha, dos quais gravou algumas músicas. Seus discos são "Herói da Terra", "Casamento de Bugio" e  "Herança de Trovador". Este último foi produzido com o Grupo Candeeiro, que participou como instrumentista.
O Cancioneiro, antes de se dedicar inteiramente à música, foi vereador por seis anos em Giruá.  Como radialista apresentou o programa "Roda de Chimarrão" na Rádio Giruá e na Rádio Noroeste de Santa Rosa apresentou "Festa no Sertão". Na Rádio Navegantes de Porto Lucena comandou o programa "Atravessando a Fronteira". Seus programas eram sempre dedicados à música regionalista.

Cajarana - Músico nativista canoense, já falecido.  Lançou seu primeiro disco, "Coplas de um Teatino", em 1994, pela Gravadora USA Discos, com músicas de Telmo de Lima Freitas, Amauri Beltrão de Castro, Juliano Jaroski, Mano Oliveira, entre outros. Autor da música "Cantor Canoeiro", que interpretou na "1ª Canoas do Canto Nativo", tendo conquistado o título de canção mais popular do festival.

Cajarana - Cantor canoense nativista
Foto acervo Dari Simi

Cajarana
Foto original acervo Dari Simi

Maestro Longhi com o Coral Canoense em apresentação no 
CCT Rancho Crioulo
Foto original do acervo de Dari Simi
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