quarta-feira, 14 de junho de 2017



FRANCISCO ANTONIO PAGOT
(XICO JÚNIOR)

Nasceu no Município  de Garibaldi a 30 de junho de 1944. Faleceu em Canoas a 17 de maio de 2017. Filho de Luiz Pagot e Bililde Antonia Carlotto Pagot.  Chegou em Canoas no dia 26 de fevereiro de 1952.  Adotou o pseudônimo de Xico Júnior desde o dia 20 de agosto de 1966, quando assinou sua segunda coluna social no "O Timoneiro", iniciando sua carreira de repórter-colunista em 13 de agosto deste ano.  A partir daí, percorreu quase todos os jornais que foram surgindo em Canoas.  Trabalhou como jornalista na extinta Folha da Tarde, de Porto Alegre, na revista Imagem News e nas rádios Farroupilha, Clube e Real de Canoas. Reporter e colunista social.  Fundador e diretor da Gazeta de La Stampa, juntamente com Maria Elaine Rodrigues, jornal que circulou em Canoas a partir de 31 de outubro de 1990, cobrindo os setores de turismo, lazer, moda, artes, sociedade, saúde e eventos especiais.
Bibliografia: Destacando o nó da gravata - retrato em quatro tempos.  Canoas:Gazeta de La Stampa, 1996, 167p.; Ecco! La Storia degli Italiani. Canoas:Gazeta de La Stampa, 2002, 142p.; Almanaque Canoas 2009. Canoas:Gazeta de La Stampa, 2009, 122p.; Locomotivas - um tributo à mulher. Canoas:Gazeta de La Stampa, s/data, 164p.

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Foto tirada em 2005, na Biblioteca Municipal "João Palma da Silva", de Canoas.
Da esquerda: Antonio Canabarro Tróis Filho, José Fontes, Gomercindo Lemos e Francisco Antonio Pagot (Xico Júnior). (O Timoneiro, Canoas, 26 de maio a 1 de junho de 2017.)






quinta-feira, 1 de junho de 2017



TRADICIONALISMO EM CANOAS

TRABALHO REALIZADO POR DARI JOSÉ SIMI


Atualizado até o ano de 2001


Toda cópia de qualquer texto ou imagem de meus  blogs solicitar autorização expressa através do email - darisimi@gmail.com. LEI Nº 9.610 de Fevereiro de 1998, que regulamenta os direitos autorais

A 12ª REGIÃO TRADICIONALISTA


Canoas faz parte  da 12ª Região Tradicionalista que foi criada no 12º Congresso Tradicionalista realizado na cidade de Tramandaí de 27 a 30 de outubro de 1966. Neste mesmo Congresso foi criado o MTG - Movimento Tradicionalista Gaúcho e aprovado o seu estatuto.
O Rio Grande do Sul está dividido em 30 Regiões Tradicionalistas, filiadas ao MTG.
A 12ª Região Tradicionalista iniciou com os municípios de Canoas, Esteio, Sapucaia do Sul, São Leopoldo, Novo Hamburgo, Estância Velha, Campo Bom, Sapiranga, Gravataí, Cachoeirinha, Alvorada e Viamão.
Sua jurisdição abrange atualmente os municípios de Nova Santa Rita, Canoas, Esteio, Sapucaia do Sul e São Leopoldo, com mais de 50 entidades tradicionalistas.
O primeiro coordenador da 12ª RT foi Juan Darcy Teixeira.  Os outros coordenadores que administraram a Região até o presente momento são: Dirceu Dorneles (2º), João Rodrigues (3º),  Otalino Otaran, Elenir de Jesus (no ano de 1982), João Carlos de Moura, Adão Maciel, Moacir Marques Oliveira (três gestões consecutivas), Olavo Nunes, Carmo Francisco de Souza, Olegar Fernandes Lopes, Mário Fernandes Monteiro e Maria de Lourdes Monteiro.
O lema da 12ª RT é: “PINGO, CHURRASCO E CHIMARRÃO EM QUALQUER CHÃO”.
“Ronda Galponeira”, foi um órgão de divulgação da Região, desde 1990 (maio/junho), quando foi publicado o primeiro número.
A 12ª RT conta com a Associação de Trovadores “Luiz Müller”, entidade que congrega os trovadores da Região e demais municípios da Grande Porto Alegre e do Estado, a qual foi fundada em fevereiro de 1989, na cidade de Sapucaia do Sul, onde tem sua sede. Esse município sedia anualmente o maior festival de trovas do Rio Grande do Sul, o “Mi Maior de Gavetão”, criado pelo radialista Derly Silveira da Silva.
No campo artístico, a 12ª RT tem se destacado pela atuação de seus representantes no Festival Gaúcho de Arte e Tradição - FEGART (atual ENART - Encontro Nativista de Arte e Tradição), onde, por dois anos consecutivos (1987/88), foi a Região que obteve mais classificações nas finais em diversas modalidades, culminando com a grande vitória, em 1989, do CTG Porteira Velha, na modalidade de Danças Gaúchas, além de classificar entre os sete melhores grupos de danças gaúchas o CTG Brazão do Rio Grande, de Canoas, assegurando, assim, a participação de três grupos de danças para o FEGART no final de 1990.
No ano de 1992, o Grupo de Danças do CTG Brazão do Rio Grande foi o vencedor do IIII Festival de Danças Gaúchas de Raízes Açorianas.
A 12ª RT orgulha-se, ainda, de ter vencido o Concurso Estadual de Prendas em 1992 através de Patrícia Tomajeski (1ª Prenda do Rio Grande do Sul - categoria adulto) e Juliana Aquino (1ª Prenda do Rio Grande do Sul - categoria mirim), ambas do CTG Brazão do Rio Grande.  Em 1996, Caroline Viana da Silva, do CTG Raízes da Tradição, conquistou o título de 1ª Prenda do Rio Grande do Sul (categoria adulto), no 26º Concurso Estadual de Prendas e a 31 de maio de 1998, o título foi trazido pela terceira vez para a Região, pela jovem prenda Bibiana Bortoluzzi, do CTG Brazão do Rio Grande.
A Região conta ainda com importantes conquistas, como a de Raquel Felhavec - 1ª Prenda Juvenil da  12ª RT - Destaque Cultural do Rio Grande do Sul - eleita  no 5º Tchê Encontro da Juventude Gaúcha, em Santa Rosa, no dia 13 de abril de 1995.
Daniela Franzen, de Novo Hamburgo, foi primeira  prenda do Rio Grande do Sul, no tempo em que aquele município fazia parte da 12ª Região Tradicionalista.
Elisabeth Niederauer, de Esteio, foi 3ª prenda do Rio Grande do Sul.





 SEMANA FARROUPILHA


                        O ano de 1955 foi o marco inicial das comemorações relativas ao dia do gaúcho, em Canoas. O primeiro desfile de cavalarianos pelas ruas da cidade foi organizado naquele ano pelo CCT Rancho Crioulo, tendo obtido sucesso total  entre a população.                   
A Semana Farroupilha ainda não  havia sido instituída,  o que  veio a  acontecer
somente em 11 de dezembro 1964 pela Lei Estadual nº 4.850,  sancionada pelo Drº Francisco Solano Borges, que criou oficialmente  a Semana Farroupilha, a ser comemorada de 14 a 20 de setembro de cada ano.
                        De 1955 para cá, todos os anos, os gaúchos, representando suas entidades tradicionalistas e alunos de todas as nossas escolas participam dos desfiles.
                        Do jornal canoense “Gazeta de Notícias”, edição de 6 de setembro de 1959, transcrevemos o convite que o Rancho Crioulo fez a todos que tivessem interesse em participar do desfile de 20 de setembro:
                        “O RANCHO CRIOULO, Centro Canoense de Tradições, por intermédio de seu Departamento  de Lides Campeiras, convida a todos os componentes deste centro, bem assim a todos os cavalheiros que quiserem fazer parte do grande desfile em comemoração ao “DIA DO GAÚCHO”, à comparecerem no dia 20 de setembro próximo, às 8h, na sede do Rancho, à Rua General Salustiano, próximo a oficina da Prefeitura Municipal. Neste desfile poderão tomar parte damas e prendas em carros  antigos, contribuindo assim o  belo sexo, para maior brilhantismo de tão magna data Farroupilha.
                        A fim de que haja maior coordenação, damos abaixo, alguns esclarecimentos sobre dito desfile:
                        TRAJE PARA CAVALHEIROS: - obrigatório: bombacha,  bota, espora, lenço de uma cor só (preferível encarnado ou branco), camisa também de uma cor só (preferível branca), chapéu (preferível de aba larga com barbicacho), não será permitido chapéu tipo mexicano ou de palha. Facultativo: Será conveniente, ainda que os cavalheiros levem pala, tirador, faca, garrucha, lança, etc.
                        Encilha: Além de serigote, pelegos,  e os indispensáveis apetrechos de encilha será conveniente, ainda que não obrigatório; badana, laço, boleadeira, mala de poncho.
                        TRAJETO DO DESFILE: Saída da sede social do “Rancho Crioulo”, percorrendo a rua Luiz Flores, Av. Getúlio Vargas, até ao Posto Ipiranga, voltando pela avenida Victor Barreto, Praça da Emancipação, onde, frente à Prefeitura, serão homenageados o prefeito, vice-prefeito e vereadores municipais; o desfile depois continuará pela avenida Victor Barreto, contornará a Praça da Bandeira e seguirá pela avenida João Pessoa (atual Tiradentes), ruas Santos Ferreira e General Salustiano, fim do desfile, local do churrasco.
                        Observação: Aos que tomarem parte do desfile, ser-lhes-á oferecido churrasco gratuitamente.
                        Canoas, 20 de agosto de 1959.  Chefe do Departamento de Lides Campeiras, Mário S. Collares.”
                        A 1ª Semana Farroupilha foi comemorada em Canoas, em setembro de 1964, com um grande desfile de cavalarianos,chamado de desfile da “Ronda”.  O desfile, em Canoas, teve início na Av. Rio Grande do Sul, Bairro Mathias Velho, percorreu a Av. Victor Barreto e a rua Ipiranga, parando na Praça Cinqüentenário de La Salle, hoje Praça Santos Dumont, popularmente chamada de Praça do Avião, onde estava exposta a Chama Crioula.  Daí seguiu o desfile, percorrendo a rua Santos Ferreira até o galpão do CCT Rancho Crioulo, situado na rua General Salustiano.
                        Na ocasião comemorou-se também a “1ª Ronda Crioula do Vale do Rio dos Sinos” com participação de gaúchos de vários municípios da 12ª Região Tradicionalista.
                        O Parque Esportivo Municipal Eduardo Gomes tem sido palco de grandes realizações artísticas durante as comemorações da Semana Farroupilha dos últimos anos, em promoções conjuntas do Departamento de Cultura da SMEC e as entidades tradicionalistas do município, representadas pela AETC (Associação das Entidades Tradicionalistas de Canoas).
                        Durante toda a Semana Farroupilha, no Parque Eduardo Gomes, a Chama Crioula permanece acesa, sendo mantida por uma Guarda de Honra organizada pelas entidades tradicionalistas, de forma permanente, conforme exige a ritualística estabelecida desde 1947.
                        É a festa maior da gauchada, que a cada ano reúne um grande número de participantes  transformando-se, esse evento, em uma das maiores festas populares do Município de Canoas.
                       
                       


DE GALPÃO EM GALPÃO, REPONTANDO A TRADIÇÃO


 Associação das Entidades Tradicionalistas de Canoas (A.E.T.C.)


                        A Associação das Entidades Tradicionalistas de Canoas foi fundada em 30 de janeiro de 1989, para ser uma “Sociedade Civil sem fins lucrativos, como está inscrito em seus estatutos, constituída por tempo indeterminado, de caráter não religioso, apolítica, com personalidade jurídica distinta da de seus associados...”
                        A Associação tem por finalidade:
a)   – congregar as entidades tradicionalistas de Canoas, visando a defesa e preservação dos princípios que regem o movimento tradicionalista gaúcho (MTG);
b)   – promover estudos e debates sobre tradicionalismo, com a finalidade de apresentar proposições em Congressos e Convenções promovidas pelo MTG;
c)   – representar e defender seus associados, quando solicitado e/ou autorizado de forma expressa, perante órgãos públicos, como também, junto ao MTG e Coordenadoria da 12ª Região Tradicionalista;
d)   – prestar, quando solicitado, assistência judiciária aos seus associados, a fim de defender seus interesses;
e)   – apoiar e estimular os eventos promovidos pelas entidades associadas, que visem a divulgação e preservação do tradicionalismo gaúcho;
f)    – promover eventos, com a finalidade de obter sustentação financeira para sua manutenção;
g)   – prestar assessoria técnica a órgãos e entidades públicas e/ou privadas, visando a correta preservação dos valores morais e éticos que regem o movimento tradicionalista.
A A.E.T.C. congrega todas as entidades tradicionalista de Canoas, devidamente cadastradas e registradas na Secretaria Municipal de Educação, Cultura e Desporto e Movimento Tradicionalista Gaúcho (MTG).
O lema adotado pela A.E.T.C. é: “DE GALPÃO EM GALPÃO, REPONTANDO A TRADIÇÃO”.

Os presidentes que dirigiram a A.E.T.C.:

1987 a 1989 – Golci Antônio de Abreu
1989 a 1991 – Alceu Müller de Oliveira
1991 a 1993 – Olavo Belmiro Nunes
1993 a 1995 – Mariano Carlos Kühn
1995 a 1997 – Firmo dos Santos Farias
1997 a 1999 – Firmo dos Santos Farias
1999 a 2001 – Nilo Proszek
2001 a 2003 – Nilo Proszek
2003 a 2005 – Paulo Roberto Vargas
2005 a 2006 – Paulo Roberto Vargas

A Bandeira e logotipo da A.E.T.C. tem as cores: verde, vermelha e amarela.




LEALDADE E FRATERNIDADE
CCT Rancho Crioulo

Primeira entidade tradicionalista de Canoas. Idealizado e fundado por João Palma da Silva, no ano de 1955.
A ação preparatória para a fundação de um centro de tradições na cidade de Canoas, durou dois anos. Nesse espaço de tempo, ou seja, a partir de 1953, o iniciador do movimento, João Palma da Silva, desenvolveu pessoalmente intensa campanha de divulgação, entre as classes sociais canoenses, do sentido e dos objetivos do tradicionalismo.
Foi uma campanha difícil, pois  o assunto era ainda inteiramente novo em todo o Estado, e até sofria, na época, interpretações muito controvertidas.  Havia mesmo quem considerasse o Tradicionalismo nascente como um movimento separatista em incubação, afirmando que se procurava reeditar a revolução de 1835.  Outros, ainda, afirmavam que o tradicionalismo não passava de uma palhaçada, inaugurada por fanáticos e saudosistas.  Enfim, a incompreensão era quase geral, sobretudo numa cidade como Canoas, cuja população era imensamente heterogênea.
Durante sua campanha João Palma da Silva teve portas batidas no rosto, quando procurava difundir seu ideal. Sabia ele que o tradicionalismo, como movimento cultural, não poderia ser dinamizado por pessoas incultas e sem trato social.  Por isto fazia questão de mobilizar, para a fundação de seu Centro, pessoas em condições de compreender, pelo menos na generalidade, o sentido da obra projetada. Sabia também que muita gente iria confundir o tradicionalismo que, sendo um movimento, implicava necessariamente, em orientação intelectual, com o regionalismo que é apenas um estado mais ou menos emocional em relação aos costumes e vivências próprios do povo.  Não ignorava também a que perigos estaria sujeito o centro de tradições, se fosse invadido por pessoas sem cultura, embora amantes das motivações gauchescas. Estas pessoas, além da confusão que fariam, se tornariam exacerbadas e, como tal, funestas, como acontece com os nacionalistas extremados.
De modo algum a tarefa se apresentava fácil.  Entretanto, como contava com amigos intelectuais da Capital, prontos a auxiliá-lo, bem como já contava com o apoio de alguns intelectuais de Canoas e pessoas instruídas, considerou chegada a ocasião. Com o propósito de tranqüilizar a população civil de Canoas acerca da idéia apregoada, segundo a qual o tradicionalismo “era uma doida aventura separatista”, cercou-se de um grupo de companheiros de farda para a arrancada decisiva.  Sendo a Aeronáutica um órgão federal, obviamente não iria partir dali semelhante absurdo.  Dias antes da fundação do Centro, no alojamento da Companhia de Guardas, então comandada pelo major Geraldo Gilberto Ludwig, João Palma da Silva realizou, com Bolívar Madruga Duarte e o referido major, a reunião preparatória para a fundação.

Ata de fundação:
“Aos seis dias do mês de junho de mil novecentos e cinqüenta e cinco, reuniram-se na sede do “Clube Gaúcho” os interessados na fundação de um centro de tradições que tomou o nome de “Rancho Crioulo” Centro Canoense de Tradições, homenagem pelo nome tomado ao belo livro de poesias de João Palma da Silva, poeta e folclorista idealizador do movimento tradicionalista nesta cidade.  Aberta a sessão inaugural pelo Major Alberto Lopes Peres, este chamou para constituir a mesa presidencial o Exmo. Sr. Prefeito Municipal Sady Fontoura Schwitz, o historiador e folclorista Walter Spalding e o jornalista e poeta Antônio Augusto Fagundes.  O Major Alberto Lopes Peres passou a palavra ao Professor Walter Spalding, convidado a presidir a sessão inaugural.  Ao assumir a presidência da Mesa, o Professor Walter Spalding dirigiu breves palavras à assistência, interrogando sobre a proposição feita para que a fundação fosse nesta data presente.  Pela aquiescência unânime dos presentes, o Rancho Crioulo Centro Canoense de Tradições foi dado como oficialmente fundado. E, por constar, eu, Bolívar Madruga Duarte, secretário Ad-hoc, lavrei a presente ata que vai por mim datada e assinada, com a aposição das assinaturas de todos os presentes. Canoas, 6 de junho de 1955. Aprovada: Walter Spalding.”
Assim, graças a uma campanha preparatória de dois anos, árdua e difícil, a fundação do “Rancho Crioulo” contou com a presença de mais de oitenta pessoas, que foram os primeiros associados e fundadores.




Primeira diretoria:
Encerrada a sessão de fundação, o presidente da Mesa, Prof. Walter Spalding, instalou uma sessão ordinária, na qual foi aclamada a diretoria sugerida em chapa única e que foi assim constituída: Presidente (Patrão) João Palma da Silva; Vice-Presidente (Capataz) Antônio Canabarro Tróis;  Secretários (Sota-Capataz) Bolivar Madruga Duarte e Rubem Costa; Tesoureiros (Agregados) Sady Ouriques Charão e Abelardo Rubim Filho.  Para o Conselho Fiscal (Vaqueanos) foram eleitos os seguintes cidadãos: José João de Medeiros, Dr. Sezefredo Azambuja Vieira, Breno Costa, Major Geraldo Gilberto Ludwig, Dr. Túlio Medina Martins e Dr. Edson Medeiros.
Para os respectivos departamentos, foram escolhidas as seguintes pessoas: História, Dr. Eugênio Carneiro; Folclore, João Canabarro Tróis; Artes, Professora Ondina Flores Soares; Social, Professora Jacy Vargas; Museu e Biblioteca, Professora Sara del Cueto Reis;  Campeiro, Alcebíades Machado.

Patrões que dirigiram o Rancho Crioulo:
João Palma da Silva; Affonso Charlier; Sady Charão; Antônio Tartarotti; Gaspar dos Santos Reis; Abílio Boll; João Boll; Osmar Neubauer da Silveira; Edgar Osvaldo Peuckert; Napoleão Gorgione; Luiz Carlos N. Borges da Silva; Olavo Nunes; Ivone Nunes; Lori E. Silva; Renato Sá da Rosa; Elsa Piana Zeca.

Dos estatutos:
O CCT Rancho Crioulo, 1ª entidade tradicionalista criada em Canoas, teve seus Estatutos elaborados por João Palma da Silva e aprovados em sessão de assembléia em 6/6/55, dia de sua fundação. Conforme consta nos Estatutos, os objetivos da entidade são:
“a)- O estudo e a divulgação da História do Rio Grande do Sul a fim de que o povo, em geral, venha a adquirir noções cada vez mais amplas e seguras a cerca de sua própria origem e formação social;
b)- O estudo e a divulgação do folclore Sul-Riograndense, em todas as suas manifestações: literatura, lendas, canções, músicas e danças típicas, teatro, etc.;
c)- Para maior êxito do expresso nas letras a e b o Centro promoverá, em sua sede, cursos intensivos de história e folclore, mediante conferências, palestras e, também, reuniões recreativas;
d)- O Centro manterá departamentos especiais, com regimento a parte, para o estudo e a divulgação da História e do Folclore.;
e)- Organizar e manter um museu crioulo;
f)- Organizar e manter uma biblioteca composta preponderantemente de obras regionais e gauchescas;
g)- Fazer com que o regionalismo gaúcho, como brasileiro que é, sobreponha-se a todas as manifestações estranhas ao país”.

Evocando tradicionais virtudes gaúchas, o Centro Canoense de Tradições Rancho Crioulo tem por lema a seguinte expressão: LEALDADE E FRATERNIDADE.

Importantes realizações do Rancho Crioulo:
- Manteve por muito tempo dois programas de rádio semanais transmitidos diretamente de sua sede social pela Rádio Real de Canoas: “Roda de Chimarrão”, transmitido desde 4/2/80, todas às quintas-feiras a noite; “Domingueira”, desde 1982, transmitido todos os domingos.
- Promoveu o “Primeiro Rodeio Internacional de Canoas”, de 19 a 21 de março de 1982, no Capão do Corvo.
- Em 1985 participou da “Batalha Simbólica da Tomada de Porto Alegre”, revivendo o início da Revolução Farroupilha.

Patronagem eleita para o período 2000/2002:

Patrão: Renato Sá da Rosa; Capataz: Manoel Pereira da Silva; 1º Sota-Capataz: Nei Scherer; 2º Sota-Capataz: Cláudio Ribeiro; 1º Agregado da Guaiaca: Sinara da Rosa; 2º Agregado da Guaiaca: Lourdes da Silva; Conselho de Vaqueanos: João Farias, Alexandre Gomes, Sandro Gomes, Oberlan Sá, André Silva e Natival Júnior.



 

AMOR À ORDEM


CTG Alma Crioula

Segundo CTG criado no Município de Canoas. O  Alma Crioula foi fundado  no dia 13 de abril de 1963 nas dependências do antigo Prado de Canoas, em terreno hoje ocupado pela Escola Municipal Thiago Würth, Bairro Mathias Velho, onde permaneceu por apenas três anos.  O local foi cedido pelo então presidente do Jóquei Clube, Domingos Severino.  Daí, o CTG mudou-se para a rua Jaguarão, 797 e, posteriormente, para a rua Pelotas, 308, no mesmo bairro, local onde permanece até hoje, tendo construído sede própria, com um galpão medindo 465 m2 de área.
A idéia de criar um CTG partiu de Luiz Gonçalves Silveira dos Santos, saudoso de sua terra natal, Santiago do Boqueirão.

O nome foi atribuído em homenagem aos negros que muito contribuíram para a cultura e o desenvolvimento do Rio Grande do Sul, especialmente aos bravos que lutaram na Revolução Farroupilha. O lema “AMOR À ORDEM” é uma evocação ao passado de lutas em defesa dos ideais de liberdade em que acreditava o povo gaúcho e à bandeira nacional que determina “Ordem e Progresso”. Assim, seu lema é interpretado como uma maneira de contribuir para a ordem no Rio Grande do Sul.
Muitos moradores do bairro e amigos acolheram à idéia do fundador Luiz Gonçalves Silveira dos Santos, elegendo-o Patrão de Honra. 

A primeira patronagem do CTG ficou assim constituída:  Patrão: Luiz Gonçalves Silveira dos Santos; Capataz: Mário de Oliveira Bandeira; 1º Sota-Capataz: Heron Benett; 2º Sota-Capataz: Rafael Bueno dos Santos; 1º Agregado da Guaiaca: Antônio Rocha; 2º Agregado da Guaiaca: Floraldino Flores da Silveira; Conselho de Vaqueanos: Júlio Alves, Doríbio Silva de Oliveira, Julio Soares dos Santos e Aliátar Silveira Silva.

Patrões que dirigiram o CTG Alma Crioula: Luiz Gonçalves Silveira dos Santos; Mateus Mariano Ramos; Pedro de Oliveira Dias; Octacílio Alves Garibaldi (1971); Valdir Pugin.
O CTG tem participado de muitos eventos, na cidade e interior do Estado, destacando-se em desfiles da Semana de Canoas e Semana Farroupilha. Maria Helfensteller Pugin, do quadro de associados do Alma Crioula, foi 1ª Chinoca da 12ª Região Tradicionalista (95/96). 
Em sua sede social, mantém uma programação aos associados da entidade como: domingueiras e às quartas e sextas-feiras  jantares e bailes.





PELO PAMPA GAÚCHO, SEMPRE AGÜENTANDO O REPUXO


CTG Brazão do Rio Grande

O CTG Brazão do Rio Grande iniciou suas atividades como Departamento Tradicionalista da Congregação das Famílias e Amigos da Chácara Barreto, sociedade que existia na rua Clemente Pinto, cuja sede ainda existe, embora a sociedade esteja desativada. Ali funcionou desde a data de sua constituição, em 15 de agosto de 1964, até 04 de junho de 1965, quando, então, por divergências, desligou-se da Congregação. A partir de 17 de junho de 1965, data que o Brazão considera como a da fundação da entidade e quando passou a ter vida própria, as reuniões passaram a ser realizadas na residência de Antônio Carlos Ely, na rua Santa Terezinha, 519. Porém, a fundação aconteceu em casa de Avelino Nascimento Vieira, como consta  na primeira ata, e onde reuniu-se grande grupo de tradicionalistas.

Primeira patronagem:
Por escolha dos fundadores, foi eleita a primeira patronagem que ficou assim constituída: Patrão de Honra: Abílio Alfredo Ely; Patrão: Ernesto Schuster;  Capataz: Armando Nicolau Schimit; 1º Sota-Capataz: Pedro Jaime Tavares de Lima; 2º Sota-Capataz: Luiz Carlos Redemske; 1º Agregado das Pilchas: Lino Godoy; 2º Agregado das Pilchas: Mário Caldera; Posteiros: Avelino Nascimento Vieira, Delmo Fortes Brasil, Olímpio A. Giussane, Cláudio Verardi, Carlos Roberto Hoerlle e Vicente Confortini; Agregado das Falas: Antonio Carlos Ely; Peão Caseiro: Sérgio Aurélio Fregapani.
As cores escolhidas para o CTG foram: amarelo, verde, vermelho e preto.
O seu lema: “PELO PAMPA GAÚCHO, SEMPRE AGÜENTANDO O REPUXO”, foi sugestão de Olímpio A. Giussane.
A sede provisória foi estabelecida na residência de Antônio Carlos Ely, até conclusão do galpão sede, situado na Rua Mem de Sá, 561, esquina com a rua Dr. Borges de Medeiros.  O imóvel, onde hoje situa-se a Sede Social, “Galpão Alfredo Abílio Ely”, foi cedido pela Prefeitura Municipal de Canoas. Chegou a estar destinado a outra entidade, o “Rancho da Amizade”, grupo de tradicionalistas, que atuava no Bairro, e que após sua extinção, cedeu muitos de seus integrantes à nova entidade, sendo inclusive muitos fundadores do Brazão.
A construção do galpão levou cerca de quatro anos e foi utilizado madeirame extraído da Fazenda Guajuviras, de onde era administrador o Sr. Abílio Alfredo Ely, Patrão de Honra do CTG. A inauguração ocorreu em 17 de junho de 1969.
Nem só de glórias viveu o CTG Brazão do Rio Grande. Passou por momentos difíceis como o que ocorreu na madrugada de 31 de janeiro de 1975, quando um incêndio destruiu completamente seu galpão.  A peonada não desanimou. Lutando com dificuldades, em 1981 foi inaugurado festivamente o seu novo galpão.

Patrões que estiveram na  direção do CTG Brazão do Rio Grande:

Ernesto Schuster, Pedro Jaime Tavares de Lima (em 1971), João Ismar Luz da Costa, Carlos Roberto Hoerlle, Ângelo Maurício dos Santos, Olegar Fernandes Lopes, Delmo Fortes Brasil, Heitor do Nascimento e Paulo André da Costa (patrão atual).
Ao longo de sua história o Brazão marcou com sua presença em eventos que participou, conquistando muitas glórias. Foi tricampeão estadual de danças tradicionais nos anos de 1977/78/79; campeão estadual de chula, com o peão Ivalmir Brás de Oliveira, o Xarope; Patrícia Tomajeski (categoria adulto) e Juliana Aquino (categoria mirim) foram Primeiras Prendas do Rio Grande do Sul nos anos de 1992 e 1993;  vencedor do III Festival de Danças Gaúchas de Raízes Açorianas, em 1992, o qual lhe valeu uma viagem, para o grupo de danças, ao Arquipélago dos Açores, em Portugal.  Em 1998, a prenda Bibiana Bortoluzzi conquistou mais um título ao Brazão, o de 1ª Prenda do Estado (categoria adulta), no 28º Concurso Estadual de Prendas, realizado a 31 de maio em Porto Alegre.
“O Chasque” é um boletim publicado periodicamente para divulgar as notícias e as atividades do Brazão do Rio Grande.  





ONTEM, HOJE E SEMPRE, NA HISTÓRIA DE NOSSOS ANTEPASSADOS, A CHAMA VIVA DE NOSSA CULTURA

GAG Piazitos do Sul

                        Entidade formada em 1973 dentro do Grupo Escolar Barão do Amazonas, Vila Fernandes, por iniciativa da professora Maria Helena Munhoz.
                        Inicialmente foi considerada como grupo estudantil.
                        O objetivo foi iniciar as crianças no meio tradicionalista através de ensinamentos sobre danças, música e cultura sul-rio-grandense.
                        Em 1978, fixou-se no Colégio Estadual Doutor Carlos Chagas, Bairro Niterói, e conseguiu o seu registro oficial junto ao Movimento Tradicionalista Gaúcho.
                        Com o nome de Grupo de Danças a Artes Folclóricas Piazitos do Sul, esteve integrado ao CTG Sentinela do Rio Grande, da Base Aérea, e compunha a Invernada de Danças do CTG. Hoje, com o nome de GAG Piazitos do Sul, tem vida própria.
                       
Algumas realizações da Entidade:
Participou do Festival Estadual de Arte Popular e Folclore promovido anualmente pelo antigo MOBRAL. Neste festival conseguiu as seguintes classificações: Em 1980 (Cachoeira do Sul) terceiro lugar em danças tradicionais; em 1981(Lagoa Vermelha) e em 1983 (Soledade) campeão de danças tradicionais.
                        Representou o Rio Grande do Sul nos estados de Santa Catarina, São Paulo, Rio de Janeiro e Distrito Federal.
                        Realizou atividades beneficentes como o “Baile do Agasalho” para o MACVA e APAE e um pedágio para o Hospital Nossa Senhora das Graças.
                        Criou o projeto “CTG adote uma escola” que foi adotado pelo Movimento Tradicionalista Gaúcho em âmbito estadual (Santa Maria, Passo Fundo, Palmeira das Missões e outros).
                        Realizou em conjunto com a Universidade Luterana do Brasil (ULBRA) uma gincana cultural cujo tema principal era o tradicionalismo.
                        Colaborou na formação tradicionalista de várias entidades de Canoas, entre elas: CTG Sentinela do Rio Grande , Canoas Tênis Clube,  Associação Atlética  do Banco do Brasil, Grêmio Niterói e Grupo de Artes Gaúchas Guarani.
                        Realizou um trabalho com cinco escolas do Bairro Fátima (Escolas Guarani, Ícaro, Barão de Mauá, Fátima e Paulo VI) com as quais organizou a “Comissão Pró CTG no Bairro Fátima” na tentativa de fixar o GAG Piazitos do Sul no bairro. Com estas escolas e outras realizou duas “ Mostras de Artes Gaúchas”. Neste evento as escolas apresentaram os seus trabalhos na área do tradicionalismo.
                        O Piazitos detém os títulos regionais de 2ª Prenda Adulta, com Vanessa Cesário; 3ª Prenda Juvenil, com Lisiane Daniel e o Peão Farroupilha, com Anderson Silva, gestão 98/99; Lisiane Dhal (1ª Prenda da 12ª RT); Bibiana Souza (1ª Prenda Mirim da 12ª RT); Otelo Teixeira Ilha (1º Guri Farroupilha da 12ª RT); Fabiano Vencato (1º Peão Farroupilha da 12ª RT).
                    



 

EM DEFESA DOS CÉUS E DAS TRADIÇÕES GAÚCHAS


CTG Sentinela do Rio Grande



O CTG Sentinela do Rio Grande foi fundado por um grupo de militares, todos com raízes no campo e que tinham vontade de continuar tendo esse contato, além de cultivar o que consideravam as tradições gaúchas. Após muitas reuniões, churrascos e carreteiros, os participantes dos encontros, aos poucos foram começando a trajar suas pilchas e aperfeiçoar o vocabulário gaúcho. Sob a coordenação do major aviador José Roberto Spalding Correa, realizaram uma reunião no cinema da Base Aérea, ocasião em que definitivamente foram implantadas as raízes para a fundação do CTG, que teria como finalidade maior congregar, através do tradicionalismo, os militares da Base Aérea e a comunidade canoense e, posteriormente, dar às demais unidades da Força Aérea Brasileira a conhecer a arte e a cultura do folclore gaúcho.
Assim, no dia 13 de maio de 1980, foi lavrada a primeira ata de fundação do que seria chamado CTG Sentinela do Rio Grande, bem como o lema que o nortearia: EM DEFESA DOS CÉUS E DAS TRADIÇÕES GAÚCHAS, como homenagem ao glorioso 3º Regimento de Aviação (RAV) cuja sede era na cidade de Santa Maria da Boca do Monte e no ano de 1937 foi transferido para Canoas.  O então comandante da Base Aérea de Canoas era o Coronel Aviador João Felipe Brack.  O Major José Roberto Spalding Correa foi o maior incentivador da entidade, tendo sido escolhido para ser o primeiro patrão.  Era natural do município de Encruzilhada do Sul.
O local escolhido para ser a sede do CTG foi o Rancho Azul, da Base Aérea de Canoas, pois ali já existia um galpão. O nome Rancho Azul, tem explicação ligada ao futebol, pois foi construído por um Brigadeiro que era gremista e nos anos setenta foi comandante da Base. Localiza-se na Av. Santos Ferreira, nº 5000.

A primeira diretoria do Sentinela ficou assim constituída:

Patrão de Honra: Coronel Aviador João Felipe Brack; Patrão: Major Aviador José Roberto Spalding Correa; Capataz: Tenente Wober; Agregado da Cultura: Sargento Carlos Garate do Amaral; agregado das Pilchas: Sargento Padilha; Agregado das Falas: Sargento Jobim; Agregado das Talhas: Sargento João Fraga de Oliveira; Patrão da Campeira: Mário Canabarro; Conselho de Vaqueanos: Sargento Correa, Emir e Boneau.
O Sentinela possui um símbolo representado por uma cuia de chimarrão apoiada em três lanças e cinco aviões formando o Cruzeiro do Sul.
Todos os sócios são militares e civis do efetivo da Base, além dos civis da Sociedade Canoense, especialmente convidados. O patrão é de escolha do Comandante da Base Aérea, a partir de uma lista dupla ou tríplice.
O Grupo de Danças e Artes Folclóricas Piazitos do Sul já esteve integrado ao Sentinela do Rio Grande e compunha a Invernada de Danças do CTG.  Hoje, com o nome de GAG Piazitos do Sul, tem vida própria.
O CTG possui também um veículo de comunicação que divulga os assuntos da entidade. É o boletim informativo “O Minuano”.

Patrões que dirigiram o CTG Sentinela do Rio Grande:

Major Aviador José Roberto Spalding Correa; Capitão Especialista Hélio Weber; Suboficial Carlos Garate do Amaral; Tenente Intendente Darney Armando Arozi Molina; Sargento João Fraga de Oliveira; Suboficial Clóvis Etiberê Osório Telles; Sargento Júlio César Soares;  Sargento Jorge Carlos de Oliveira; Suboficial João Fraga de Oliveira; Tenente da Reserva Adão Ronei;  Suboficial Jaime Soares e Suboficial da Reserva Hércules Castelo de Oliveira (eleito para a gestão 2000/2001).



 

NASCER NO RIO GRANDE, AMANDO A TRADIÇÃO


 Piquete Teixeira


Fundado em 30 de abril de 1983 por Juari Márques de Freitas, que foi eleito o primeiro patrão e mais um grupo de tradicionalistas moradores de Canoas, que sentindo a necessidade de formar um grupo de laçadores para  representar a 12ª Região Tradicionalista em eventos pelo Rio Grande, deram início nesta data a entidade que leva o nome de Piquete Teixeira.  O primeiro encontro da gauchada ocorreu na rua Liberdade, 1118, na data em que ocorreu a fundação. O nome Piquete Teixeira foi escolhido por unanimidade em homenagem a um dos participantes e idealizadores, logo abaixo citado.
Entre o grupo de tradicionalistas presentes estavam Rui Carlos dos Santos Teixeira, Juari Márques de Freitas, Valdemar Soares da Costa, Jairo Maciel e Antônio Carlos Nunes de Almeida Teixeira, os idealizadores do projeto, que resultou na criação de mais uma entidade ligada ao Movimento Tradicionalista Gaúcho.
O Piquete Teixeira esteve localizado, inicialmente, na rua Mamoré, em prédio pertencente ao Clube São Cristóvão, do Bairro Igara, local que anteriormente havia sido sede do extinto CTG Coração do Rio Grande.  Posteriormente, transferiu-se para a rua Tupinambá, nº 266, Bairro Nossa Senhora das Graças, de Canoas. Seu novo galpão está sendo construído, para servir de sede definitiva, em terreno do atual patrão Mário Martins Canabarro, na rua Marculino, nº 117, Capão do Padre, em Nova Santa Rita.

Primeira patronagem:

Presidente: Juari Márques de Freitas; Vice-Presidente: Mário Martins Canabarro; Tesoureiro: Pairo Maciel; Vice-Tesoureiro: Milton Luiz Teixeira; Presidente do Conselho Deliberativo: Rui Carlos dos Santos Teixeira; Segundo Tesoureiro: Valdemar Soares da Costa; Terceiro Tesoureiro: Pedro Greif; Diretor do Departamento Artístico: Antônio Carlos Nunes; Vice-Diretor: Álvaro Borba Silveira; Secretário: Jairo Maciel.

Patrões que dirigiram o Piquete Teixeira:

Juari Márques de Freitas (1983); Jairo Maciel (1984); Alceu Oliveira (1986); Galci Antônio de Abreu (1987); Jairo Maciel (1988); Mario Martins Canabarro (1991); Maria de Lourdes (1999); Mário Martins Canabarro (patrão atual).

O Piquete Teixeira tem por lema: NASCER NO RIO GRANDE, AMANDO A TRADIÇÃO.

Tem participado de todos os eventos ocorridos na 12ª Região Tradicionalista e de outras regiões, eventualmente. Sua presença é constante, todos os anos, no acampamento do Parque Esportivo Eduardo Gomes e nos desfiles da Semana Farroupilha.



 

 

SORVENDO NOSSAS RAÍZES NA RODA DA TRADIÇÃO


CTG Seiva Nativa


O Centro de Tradições Gaúchas Seiva Nativa foi criado em 18 de novembro de 1988 por solicitação de um grupo de meninos e meninas do Bairro São José, que mostravam desejo de aprender danças gauchescas.  Assim, ficou despertado o interesse dos mais velhos, que, num grupo de dez pessoas, fundaram o Seiva Nativa nas dependências do Centro Social Urbano daquele Bairro, onde as crianças ensaiavam suas danças e onde a nova entidade realizou suas primeiras atividades.  A entidade surgiu oficialmente, após uma reunião realizada no dia 21 de dezembro de 1988, ocasião em que foi escolhida a primeira patronagem.
Em 1989 foi firmado  um comodato com o Estado,  para a obtenção de um terreno onde foi construída a sede social, situada na rua João Leivas de Carvalho, nº 551, Bairro São José, Canoas. Primeiramente foi feito um  galpão de pequeno porte, que foi ampliado no ano de 1994, com fundos arrecadados na realização da 1ª Canoa da Arte e Cultura Gaúcha, evento realizado nas dependências do CTG.
Cresceu o número de associados, logo em seguida à sua fundação, que hoje representam a sua bandeira em festivais, rodeios e eventos em todo o Estado e fora dele.
Seu lema é: SORVENDO NOSSAS RAÍZES NA RODA DA TRADIÇÃO.

Primeira patronagem do Seiva Nativa:

Patrão: Jorge Pereira; Patroa: Anita Pereira; Agregado da Guaiaca: Margareth Chiamulera; Bolicheiro: Paulo Rolin; Sota-Capataz: Eliana Alves Rosa; Coordenadora da Invernada Mirim: Maria Lígia da Silva; Diretor Patrimonial: Péricles Feijó; Instrutor da Invernada Mirim: Eduardo Tavares; Gaiteiro: Osmar Manara.

Patrões que dirigiram o CTG:

Jorge Pereira e Lisiovaldo Machado.

Importantes realizações e conquistas:

1ª Canoa da Arte e Cultura Gaúcha (1994); 9º lugar no Fegarte, com a Invernada Adulta (1994); 2ª Canoa da Arte e Cultura Gaúcha (1995); 8º lugar no Rodeio Internacional de Vacaria, com a Invernada Adulta (1996); 3ª Canoa da Arte e Cultura Gaúcha (1997) e 2º lugar no 13º Rodeio do CTG Estância de Sapucaia, com a Invernada Adulta (2000).

O CTG Seiva Nativa mantém uma programação fixa de segunda a sexta-feira com curso de fandango, escolinha de truco, ensaios da invernada mirim e  jantares com tertúlia livre. Fandangos nos finais de semana.  



 

 

VIVENDO A TRADIÇÃO COM TODA GLÓRIA DE UMA NOVA RAÇA


CCN Nova Raça


O Centro Cultural Nativista Nova Raça surgiu pela iniciativa de um grupo de danças folclóricas. Foi fundado em 14 de abril de 1989 por Mariano Carlos Kuhn, Anderson Dias , Gilberto Villarinho, Sonia Carvalho Villarinho, Carlos Alberto Cruz, Solange Machado Cruz, Simone Kuhn, Marcel Breda, Marcelo Silva, Lúcio Mauro Fagundes, Leonardo Rocha, Ana Lúcia do Amaral e Carine Padilha.
A entidade funcionou durante dois anos  na casa de Mariano e Íris Kuhn, com o intenção  de manter apenas um grupo de danças e promover bailes, mas o Nova Raça começou a prosperar e cada vez mais pessoas passaram a freqüentar  o local. Fez-se necessário a busca de uma nova sede com maior capacidade.  A patronagem do CCN fez um pedido ao Prefeito Hugo Simões Lagranha, para que este cedesse um terreno situado próximo à residência de Mariano.  Após longo período de negociações, o Prefeito fez a doação.  Teve início nova fase do CCN Nova Raça. Com a promoção de bailes e almoços foram arrecadados fundos para iniciar as construções de um galpão.  Hoje o Nova Raça possui uma área construída de 1.700 m2 e um parque para rodeios, situado na rua Dona Castorina Lima da Silveira, nº 93, Residencial Santo Antônio, Bairro Estância Velha, Canoas.
O lema escolhido pelo fundadores: VIVENDO A TRADIÇÃO COM TODA A GLÓRIA DE UMA NOVA RAÇA, evoca reminiscências de um passado glorioso e a intenção da entidade em incutir nos mais novos noções de sua própria origem e formação social.
Após 11 anos de existência, o CCN Nova Raça se tornou um dos maiores centros nativistas de Canoas. Nesse tempo, acumulou muitos troféus ganhos em  rodeios, concursos e eventos diversos que a entidade tem participado.

Patrões que dirigiram o CCN Nova Raça:

Mariano Carlos Kuhn, José A. Braga

Entre inúmeras atividades, a entidade costuma participar, de dois em dois meses, de rodeios de nível estadual, com as invernadas Campeira, Artística e de Bocha e Truco.




PROJETAR UM POVO É CULTIVAR SUAS RAÍZES


CTG Cheiro da Terra


O CTG Cheiro da Terra foi fundado no dia 17 de maio de 1989 por um grupo de admiradores das tradições gaúchas, na residência do Sr. Elton Rosa, que na época assumiu como primeiro patrão, iniciando-se, assim, seu quadro social com os seguintes sócios-fundadores: Elton Rosa, Gilson Cezimbra da Rosa e sua esposa Ivone, Arnaldo de Antoni, Paulo Ricardo Teixeira, Cláudio Armando Verardi, Brás Oliveira (o Xarope), Hemerson Nunes, Ari Bertolla, Rochele da Rosa Bertolla, entre outros. 
A idéia da formação de um CTG surgiu em São Gabriel, quando um grupo de tradicionalistas canoenses participava de um rodeio naquele município gaúcho. Não tinham entidade  e participavam  como representantes do Município de Canoas.
Em uma reunião da patronagem  e do conselho foi decidido que o lema do CTG seria: PROJETAR UM POVO É CULTIVAR SUAS RAÍZES.
Para iniciar as atividades, o CTG teve como local as dependências da Escola Espírito Santo.
No ano de 1989, no mês de novembro, foi realizado o primeiro concurso interno de prendas, nas categorias adulta, juvenil e mirim. Nesta oportunidade o CTG já contava com uma invernada artística adulta de 12 pares.
No ano de 1992 foi dado início à construção do primeiro galpão, situado na rua A.J. Renner, nº 1830, em terreno emprestado pela Cohab, contando com a ajuda de seus sócios e moradores do bairro.
No final do ano de 1993, o CTG Cheiro da Terra adquiriu uma área na mesma rua, nº 1360, para a construção de seu “Complexo Social de Lazer”, que contribuiu para o aumento de seu quadro social.
Para arrecadar fundos e iniciar as obras do galpão no novo endereço, foram promovidos bailes, almoços e a venda de títulos das piscinas. O projeto das piscinas foi feito assim que compraram  o novo terreno. Os títulos começaram a ser vendidos ainda em 1993 e a inauguração da nova sede ocorreu no mês de janeiro de 1995, quando era patrão o Sr. Arnaldo Vilarci de Antoni.
O Cheiro da Terra está construindo um ginásio de esportes, já em fase final de construção, e promove bailes para seus associados de dois em dois meses.

Patrões que dirigiram o CTG Cheiro da Terra;

Elton Rosa, Arnaldo Vilarci de Antoni, João Abrão, Antônio Almeida.

O CTG tem participado de muitas atividades promovidas por outras entidades, no Estado, e conseguido inúmeros troféus e prêmios conquistados, principalmente, pela equipe de laço.


 

 

 

 

POR HONRA A TRADIÇÃO E AMOR AO RIO GRANDE


CTG Raízes da Tradição

O Centro de Tradições Gaúchas Raízes da Tradição foi fundado em 1º de novembro de 1990 por um grupo de tradicionalistas participantes do CTG Alma Crioula, liderados pelo Sr. Breno Ruas de Oliveira, que foi eleito o primeiro patrão da entidade.             
O grupo estava mobilizado pela vontade de incentivar o culto às tradições rio-grandenses na vila onde moravam, Vila Cerne.
Constituiu-se em uma sociedade sem fins lucrativos que tem por finalidade cultivar, ensinar e conservar as tradições das nossas raízes, bem como levar até as nossas famílias a cultura, lides e a divulgação da nossa história, nossa formação social e nosso folclore.
 A primeira reunião para a criação da nova entidade ocorreu no Centro Comunitário 1º de Maio, situado na rua Carlos Gomes, nº 380, Vila Cerne, Canoas.
Estavam presentes as seguintes pessoas, as quais foram consideradas sócios fundadores: Breno Ruas de Oliveira, José Simão da Silva, Maria Luiza da Silva, Gelson Giordani,  José Carlos de Oliveira, José Ferato Alves, Olívio dos Santos, Flávio Damonum, Nilson Vilmar Schuler, Florindo F. dos Santos, Amarante Medeiros, Luis Francisco Rosa Scherem e Valmor Pereira.
Na ocasião foi feita a escolha do nome da entidade que ficou sendo “CTG Raízes da Tradição” e também a escolha da primeira diretoria, eleita por unanimidade a chapa formada pelos Srs. Breno Ruas de Oliveira e José Simão da Silva, para os cargos de Patrão e Capataz, respectivamente.

Primeira patronagem do CTG Raízes da Tradição:
Patrão: Breno Ruas de Oliveira; Capataz: José Simão da Silva; 1º Sota Capataz: Maria Luiza da Silva; 2º Sota Capataz: Gelson Giordani; 1º  Agregado da Guaiaca: José Carlos de Oliveira; 2º Agregado da Guaiaca:José Ferato Alves.
O lema escolhido pelos fundadores foi: POR HONRA A TRADIÇÃO E AMOR AO RIO GRANDE.
As atividades artísticas e folclóricas foram iniciadas no Salão Paroquial da Harmonia, no Clube Esportivo Harmonia, na praça Sargento Rosa e no Centro Comunitário 1º de Maio.
A união dos fundadores, somada ao crescimento do número de participantes juntamente com o apoio das invernadas, constituíram o quadro social do Raízes da Tradição.
A patronagem buscou junto a Prefeitura Municipal de Canoas a ajuda para o tão sonhado galpão. Reconhecendo o trabalho desenvolvido pelo grupo, o Prefeito cedeu um terreno para a construção da sede social da entidade.

Patrões que dirigiram o Raízes da Tradição:
Breno Ruas de Oliveira, Luis Carlos Dutra dos Santos, Mário Monteiro, Vianei Michelotti, Beno Vanildo Batista (patrão atual).

Alguns eventos importantes ocorridos no CTG Raízes da Tradição: 
Inauguração do galpão, depois de muita luta para conseguir o terreno e o material para a construção do galpão. Ocorreu o evento  na gestão do 2º patrão, o Sr. Luis Carlos Dutra dos Santos;  1º Sarau de Prendas; 1º Seminário de Patrões da 12ª Região Tradicionalista; 1º Cultuart;  inauguração da biblioteca;  conquista do título de Primeira Prenda do Rio Grande do Sul, pela Srta. Caroline Viana da Silva, eleita no 26º Concurso Estadual de Prendas, realizado em 1996; em 1999, classificou-se para o Enarte (Encontro de Arte e Tradição), com a invernada adulta.
O CTG mantém atividades em sua sede social, situada à rua Engenheiro Kindler, 991, Vila Cerne, Canoas, a partir das quartas-feiras a domingos, com programação variada, que vai desde ensaios das invernadas, almoço, jantas, aos fandangos.




FORÇA E TRADIÇÃO


CTG Mata Nativa


Em 8 de junho de 1992, um grupo de moradores do Bairro Cinco Colônias reuniu-se, com a idéia de fundar um CTG.  A partir daquele momento foram lançadas as bases que originaram  o Centro de Tradições Gaúchas Mata Nativa, tendo como primeiro patrão Édio Estivalete Bilhalva.
 O grupo adotou como lema: FORÇA E TRADIÇÃO, tendo como princípios básicos a amizade, respeito e entrosamento entre todos, buscando cultivar e estimular o culto às tradições gaúchas.  No início, as reuniões foram realizadas na Associação do Bairro, onde foi escolhida uma patronagem, nome da entidade e as metas a serem alcançadas. Foram postos a venda títulos remidos, para formar a sociedade.  Com um terreno em vista, o pessoal procurou junto à Prefeitura Municipal de Canoas a liberação de uma área do bairro.
Em 23 de setembro de 1994, ocorreu a inauguração parcial do galpão, na rua Araras, nº 952, Bairro Cinco Colônias.
O Mata Nativa possui atualmente um quadro social composto de 230 pessoas, que freqüentam regularmente a entidade nos eventos realizados. Além de um galpão com uma área de 1.100 m2, possui uma biblioteca com um grande acervo e uma cancha de bocha  em fase de conclusão.

Patronagem atual:

Patrão: Vítor Freitas;
1º Capataz: Carlos Mazzali;
2º Capataz: José Azeredo;
1º Sota-Capataz: Sony Stachlewski;
2º Sota-Capataz: Paulo Lucas;
  1º Agregado da Guaiaca: Manoel Nunes;
             2º Agregado da Guaiaca: Othelo Ilha

Representando a 12ª Região:

Contando com grupos de danças nas categorias micuim, mirim, juvenil e adulta, participa de rodeios. O CTG consagrou-se campeão na categoria juvenil no Fegartinho no ano de 1999. Nas modalidades individuais tem-se destacado com o chuliador Marcelo Chaves Ortiz, com o gaiteiro Fábio Simon, em declamação com as prendinhas Indara Almeida e Letícia Fernandes.
Segundo o atual patrão, Vitor Freitas, o CTG tem boa representação na 12ª Região Tradicionalista através de suas prendas e peões regionais:
2ª Prenda Juvenil - Thais Nunes
2ª Prenda Mirim  -  Camila dos Santos
2º Piá – Bruno Linhares
1ª Prenda – Ana Paula dos Santos
As prendas da entidade estão com um projeto de desenvolver um trabalho com crianças especiais, como aulas de artesanato, entre outros.




 

NA ESTÂNCIA  OU NO GALPÃO, GAÚCHO POR TRADIÇÃO



CTG Estância Gaúcha


Com o lema “NA ESTÂNCIA OU NO GALPÃO, GAÚCHO POR TRADIÇÃO”, um grupo de oito famílias fundou em 23 de dezembro de1992 o CTG Estância Gaúcha. Essas pessoas freqüentavam outras entidades tradicionalistas, mas não podiam participar de eventos porque não tinham entidade  a representar.  Com essa intenção,  buscaram recursos para formação de um centro tradicionalista, tendo como primeiro patrão Carmo Francisco de Souza.  Sem sede própria, o CTG foi fundado na casa de uma das pessoas participantes da patronagem.  A história de ascensão do Estância Gaúcha, referente à premiação em concursos, começou com o reconhecimento através de prendas que participavam com freqüência  de eventos tradicionalistas.
Por ainda não ter sede própria , as promoções e ensaios do Estância Gaúcha são realizados em parceria com o CTG Seiva Nativa e o Grupo os Veteranos. As programações são chás, almoços, domingueiras e bailes.
A sede para a entidade está sendo construída em um terreno arrendado do Sr. Joel Ribeiro, também participante do CTG.  O terreno fica próximo a Petrobrás, atrás da empresa Micheletto.  A obra está prevista para conclusão até o final do ano.  Com uma área extensa, existe a possibilidade da construção de um espaço para promoção de rodeios.

Integrantes da atual patronagem:
Patrão: Nilo Proszec;
 Patroa: Dalti Proszec;
1º Capataz: Carla Melo;
2º Capataz: Carlos Abreu;
1º Sota-Capataz: Édina Machado da Silva;
1º Agregado da Guaiaca: Norma Melo da Silva;
2º Agregado da Guaiaca: Magali Santos;
Departamento de Cultura: Lídia Basso;
Departamento de Eventos: Wolmar Brauner;
Departamento de Esportes: Antônio Camargo;
Departamento Jurídico: Gleyde Barazzutti;
Departamento de Patrimônio: Aurino Rosa;
Coordenação do Grupo de Danças: Dalti Proszec e Tânia de Souza.



Conquistas dentro e fora do Estado:
 O CTG Estância Gaúcha possui um grupo de dança de grande prestígio na 12ª Região Tradicionalista e fora dela.  O grupo é tri-campeão na fase regional do Fegarte, atual Enart ( Encontro Nativista de Arte e Tradição). Este grupo já representou em duas ocasiões, o Brasil e o Rio Grande do Sul nos encontros do Mercosul, na província de Entre Rios,  Argentina. Além disso o CTG é bastante conceituado através de suas prendas, que tem  representado no 25º, 28º e 29º Concurso Estadual de Prendas do Rio Grande do Sul e no 7º Concurso Estadual de Peões.
Atualmente é representado na 12ª Região Tradicioalista pela prenda Édina Machado da Silva, 2ª Prenda da 12ª Região Tradicionalista.



 

CULTIVANDO A TRADIÇÃO COM O RIO GRANDE NO CORAÇÃO


DTG Morada de Guapos

Fundado em 13 de janeiro do ano de 1993. De uma conversa informal durante o carreteiro promovido pela Associação dos Servidores Municipais de Canoas, em 20 de setembro de 1992, na Semana Farroupilha, surgiu a idéia da fundação de um Departamento de tradições Gaúchas, dentro da  ASMC.
O primeiro passo para a instalação de uma agremiação desta natureza era tomar os devidos cuidados, ou seja, não poderia ser denominada de CTG, já que era organizada como Departamento da ASMC, além do que levaria um bom tempo para ser reconhecido como entidade tradicionalista perante o MTG.
O objetivo do DTG Morada de Guapos, nome escolhido pelos fundadores, é disseminar o tradicionalismo junto aos associados e seus dependentes, promovendo invernadas artísticas e todo tipo de eventos relacionados aos propósitos da entidade, abrindo espaços a todos os interessados.
O projeto já começava a tomar forma, pois na primeira reunião, ocorrida em 9 de dezembro de 1992, na sede social da ASMC, contou com a presença de aproximadamente 40 participantes e definiu que o galpão, já existente, serviria de sede do DTG.
Os trabalhos foram dirigidos pela comissão presidida  por Firmo Farias dos Santos, com o auxilio de Márcia Silva Maciel, Antônio Leocádio, Heitor do Nascimento, Marli do Nascimento, Ademir Antônio Neuhaus e Edgar José Flores.
Assim, foi fundado o DTG Morada de Guapos, em 13 de janeiro de 1993 e logo filiado ao MTG sob nº 1.639.
Sócios fundadores:
Adenir Antônio Neuhaus, criador do lema do DTG, Jerri Adriano de Oliveira Gonçalves, Altaír José Stello, Sadi Lopes da Silva, Evaldo Rebelo da Silva, Manoel João Cardoso, Norma Georgina Cardoso, Inácio Gomes, Reni da Silva, Manoel Lucena Pereira, Marli Nascimento, Jair Antônio de Souza e Paulo Cezar Gomes.
 Primeira patronagem:
Patrão: Heitor Alves do Nascimento;
Capataz: Firmo Farias dos Santos;
1º Sota Capataz: Edgar José Flores;
2º Sota Capataz: Márcia Silva Maciel;
1º Agregado da Guaiaca: Lia Bernardete Greff;
2º Agregado da Guaiaca: Osmar Prates Sarmento
Seu lema: CULTIVANDO A TRADIÇÃO COM O RIO GRANDE NO CORAÇÃO.
Patrões que administraram o Morada de Guapos:
Heitor do Nascimento (Fundador e 1º patrão; foi patrão do CTG Brazão do Rio Grande);     
Firmo Farias dos Santos;
             Jerri Adriano de Oliveira Gonçalves;
Edgar José Flores.
Patronagem atual:
Patrão: Edgar José Flores
Capataz: José Francisco Farias dos Santos
1º Sota Capataz: Iara Terezinha Möller
2º Sota Capataz: Fernando Lopes dos Santos
1º Agregado da Guaiaca: Roberto Möller
2º Agregado da Guaiaca: Osmar Prates Sarmento
Capataz da Campeira: João de Paula
Conselho dos Vaqueanos: Marco Aurélio da Silva; Paulo Cezar Gomes; Paulo     
Henrique Viegas e  Dilceu Bastos Pio
   
   O DTG Morada de Guapos tem seu galpão instalado na rua Brasil, nº 477, Canoas.

Ao longo de sua existência, tem participado de todos os eventos tradicionalistas de Canoas e alguns de outras localidades do Estado.





TUDO PELA TRADIÇÃO DO NOSSO CHÃO GAÚCHO


CTG Panela Velha

O CTG Panela Velha nasceu em 28 de setembro de 1994, tendo como início a amizade de um grupo que cultuava as tradições gaúchas e participava de  atividades realizadas por outros centros tradicionalistas.  Na Semana Farroupilha de 1994 estas pessoas acamparam juntamente com o CCN Nova Raça, e por incentivo de participantes do evento resolveram criar uma nova entidade. Participaram desta criação 35 pessoas, que depois de alguns contatos e reuniões fundaram o novo CTG, elegendo como primeiro patrão João Batista da Silva.  O nome Panela Velha foi escolhido pelo patrão, tendo por objetivo homenagear o seu pai, João Cardoso da Silva, que trabalhava como alambrador e sempre levava para o trabalho uma velha panela para fazer suas refeições.  João Batista da Silva guarda com muito carinho a velha panela , que já tem mais de 70 anos, por ser uma lembrança de seu pai.
O lema: “TUDO PELA TRADIÇÃO DO NOSSO CHÃO GAÚCHO” tem como finalidade motivar os participantes do  Panela Velha pela preservação das tradições do Rio Grande do Sul. 
Em 20 de abril de 1995 a entidade foi filiada ao MTG.
Atualmente as atividades são realizadas no Ginásio de Esportes Vila Velha e em churrascarias. Por ainda não possuir sede própria, suas atividades são realizadas eventualmente.  O galpão deverá ser construído  na rua Dom João Becker, nº 340, Vila Jardim América,  no Bairro Rio Branco.  Atualmente está sendo construída no local uma cancha de bocha e logo se dará início à construção do galpão.
O CTG vem participando, desde sua fundação, do acampamento e eventos realizados no Parque Esportivo Eduardo Gomes, durante as comemorações da Semana Farroupilha. 





 

DA LUTA PELO CHÃO, ACENDE A CHAMA DA TRADIÇÃO


CTG Braseiro de Guajuviras


O Movimento Tradicionalista está representado no Conjunto Residencial Ildo Meneghetti, pelo CTG Braseiro de Guajuviras, fundado em 30 de junho de 1995, por um grupo de amantes das tradições gaúchas, tendo à frente Paulo Roberto Dias de Vargas, que já tinha alguma experiência, pois participara do CTG Pagos da Saudade, da VARIG.
O nome Braseiro de Guajuviras foi escolhido de acordo com os critérios do MTG, de que não pode haver dentro de uma região mais de um CTG com o mesmo nome e pela concordância dos participantes de que o termo braseiro evoca união. Pretendiam os fundadores homenagear o Bairro que, embora tenha o nome de Conjunto Residencial Ildo Meneghetti, é conhecido popularmente como Guajuviras.
Guajuviras é o nome de uma árvore frondosa que se encontra ainda na antiga fazenda do Renner, hoje Fazenda Guajuviras, da qual o Bairro foi desmembrado.
O lema da entidade:  DA LUTA PELO CHÃO, ACENDE A CHAMA DA TRADIÇÃO.  Frase que evoca a luta pela posse do Conjunto Residencial, a luta por um espaço para construir a sede da entidade e para reverenciar a própria História do Rio Grande do Sul, que se forjou  na luta pela conquista do nosso chão. 
O CTG realiza suas atividades em um galpão cedido por um amigo, mas vem tentando conseguir um espaço próprio onde possa construir sua sede social.
Participa de eventos realizados em outras entidades e realiza um trabalho de conscientização da cultura tradicionalista na Escola Municipal Carlos Drummond de Andrade.
O Braseiro possui uma invernada de danças que dá sustento ao CTG e é responsável pela continuidade da entidade.  Seus nomes: Everton Marcelo, Diógenes, Daniel, Anselmo, Felipe, Gabriel, Diogo, Rômulo, Jocimarla, Tainara, Ana Paula, Paula, Evelise, Ana Caroline, Bruna, Alice e Laís.

Participação em rodeios:

O Braseiro de Guajuviras participa atualmente de rodeios, nas categorias de bocha, truco e causos.
No ano de 1994, ganhou o 1º lugar em causo e 1º em futebol de bombacha (quando ainda era permitido pelo MTG), no rodeio realizado no CCN Nova Raça. Em novembro do mesmo ano, tirou 1º lugar em futebol de bombacha, no CTG Seiva Nativa. No ano de 1998, ganhou o 2º lugar no acampamento mais organizado da Semana Farroupilha, dado pela AETC (Associação das Entidades Tradicionalistas de Canoas). Em maio de 2000, ganhou o 2º lugar na categoria causo, que aconteceu no CTG Estância de Sapucaia. 





AMANDO O RIO GRANDE E PEALANDO A TRADIÇÃO


CTG Pealo de Estância



O Departamento de Tradições Gaúchas Pealo de Estância foi fundado em 7 de fevereiro de 1996. A criação da entidade teve como incentivo estimular a cultura gaúcha entre as comunidades canoenses, especialmente os bairros Guajuviras, Estância Velha, São Vicente, entre outros, realizando dessa forma trabalhos com crianças, jovens e adultos.
A cerimônia de fundação aconteceu no Clube Atlético São Vicente, situado na rua José Danilo de Menezes, nº 30, Bairro São Vicente, onde atualmente é a sede da   entidade tradicionalista.
O lema: AMANDO O RIO GRANDE E PEALANDO A TRADIÇÃO, procura traduzir a intenção da entidade tradicionalista em transmitir para todas as pessoas as tradições do Rio Grande do Sul.

Primeira patronagem:

Patrão: Eloi Antunes;
Capataz: Oli Fernandes;
1º Sota Capataz: Vitor Souza;
2º Sota Capataz: Marco Pires;
1º Agregado da Guaiaca: Ailto Schweigarat;
2º Agregado da Guaiaca: Luiz Nunes.

Atual patronagem:

Patrão: Adão Rosa;
Capataz: Júlio Jesus;
1º Sota Capataz: Daiana Tavares;
2º Sota Capataz: Rosane Mello;
1º Agregado da Guaiaca: Ailto Schweigarat;
2º Agregado da Guaiaca: Alceu Schweigarat.

Programação fixa:

O DTG Pealo de Estância exerce atividades com grupos de invernadas artística e campeira, e equipes de bocha e truco. Também promove almoços, jantares e chás aos fins de semana. Um outro trabalho realizado pelo DTG, em seus eventos, é a acolhida aos presentes com o chimarrão cevado, servido por José Correa, o “xirú do chimarrão”.

Algumas conquistas:

1º Lugar na categoria Trova, no ano de 1997, no CCN Nova Raça;
2º Lugar na categoria Causo, no ano de 1997, no CCN Nova Raça;
2º Lugar na categoria Tiro de Laço, no ano de 1997, na cidade de Triunfo;
2º Lugar na categoria Bocha, neste ano, em evento promovido pela SMEC


 

 

TROPEANDO CULTURA E TRADIÇÕES DO RIO GRANDE


DTG Campeiros da Tradição


O DTG (Departamento de Tradições Gaúchas) foi fundado em 19 de novembro de 1997. Idealizado por funcionários das empresas Maxion e Agco. No dia 6 de novembro de 1997, foi feita uma reunião na sede da Afaim (Associação de Funcionários  da Agco e Maxion) para tratar de assuntos de  interesse da Associação e dos associados.  A direção foi procurada por uma comissão que desejava discutir a criação de um departamento de tradições gaúchas, vinculado ao clube da Afaim.  Os presentes fizeram uma ampla discussão sobre o porquê do DTG, e como poderia ser representado no clube, perante a sociedade tradicionalista e a cultura regional. O presidente da Afaim optou por uma resposta positiva, visto que isso contribuiria para a satisfação dos associados. A partir daí foram consultados estatutos de outros DTGs, para ser criado, então, o DTG Campeiros da Tradição. A comissão fundadora do Departamento de Tradições Gaúchas foi composta por um grupo de 11 pessoas, a saber: Antão Flores (patrão fundador), Rinaldo Tressoldi, Luiz Bottega, Arlindo Garcia, Armandio  Garcia, Rogério Dutra, Darcilio Damião, Omero Hammermüller, Leonir dos Santos, Eloir Braga Borges e João Siqueira.
Na data da fundação,  foi realizada uma reunião, em que o grupo chegou a um consenso de que não haveria necessidade de um estatuto paralelo ao do clube, e que bastaria ter um patrão e uma comissão para auxiliar no que fosse necessário. Na ocasião foram  escolhidos o nome do DTG e o primeiro patrão da entidade.
O patrão escolhido, Antão Flores, administrou o Campeiros da Tradição por seis meses. Posteriormente a direção foi assumida por Jorge Pereira, em 20 de julho de 1998, patrão até o presente momento.
O lema: “TROPEANDO CULTURA E TRADIÇÕES DO RIO GRANDE” foi escolhido por Jorge Pereira, procurando dar uma identidade ao DTG.

Patronagem atual:

Patrão Jorge Pereira (foi patrão do CTG Seiva Nativa ),
Carlos Alberto dos Santos;
Armando Pereira Garcia;
Eloir Braga Borges;
Eroni Giroto;
João Siqueira;
Leonir Silva;
             Luiz Bottega;
Omero Hammermüller;
Silvio Pagani;

Conquistas:

O Campeiros da Tradição foi filiado oficialmente ao MTG em 17 de abril de 1999, pelo patrão Jorge Pereira. Com essa conquista foi possível a participação da entidade na Semana Farroupilha de 1999.  A primeira participação do Campeiros da Tradição, no evento, foi juntamente com o CTG Seiva Nativa. Dentre outras conquistas, está a promoção do Baile da Lingüiça , que teve duas edições, em 1997 e 1998. Este ano pretende realizar o terceiro Baile da Lingüiça. Também foram realizados dois bailes de formatura de curso de fandando.

Projetos para o futuro:
 O projeto principal da entidade é a construção de um galpão próprio para instalar sua sede. Atualmente as atividades continuam sendo realizadas na sede social da Afaim, rua Berto Círio,  nº 1.200, Bairro São Luis. O galpão deverá ser construído no mesmo local, em uma área já definida.


RELAÇÃO DAS ENTIDADES TRADICIONALISTAS E DATA DE FUNDAÇÃO




ENTIDADES TRADICIONALISTAS

DATA DA FUNDAÇÃO
·      12ª RT
27/10/66
·   AETC
30/01/89
·   CCT Rancho Crioulo
06/06/55
·   CTG Alma Crioula
13/04/63
·   CTG Brazão do Rio Grande
17/06/65
·   GAG Piazitos do Sul
1973
·   CTG Sentinela do Rio Grande
13/05/80
* GN Os Veteranos
29/07/87
·   Piquete Teixeira
30/04/83
·   CTG Seiva Nativa
18/11/88
·   CCN Nova Raça
14/04/89
·   CTG Cheiro da Terra
17/05/89
·   CTG Raízes da Tradição
01/11/90
·   CTG Mata Nativa
08/06/92
·   CTG Estância Gaúcha
23/12/92
·   DTG Morada de Guapos
13/01/93
·   CTG Panela Velha
28/09/94
·   CTG Braseiro de Guajuviras
30/06/95
·   DTG Pealo de Estância
07/02/96
·   DTG Campeiros da Tradição
19/11/97