domingo, 24 de janeiro de 2021

 

HISTÓRIAS DO VELHO OESTE AMERICANO

BILLY THE Kid

Um dos pistoleiros mais temidos do Velho Oeste Americano.

Nome William Henry Bonney McCarty Jr. (1859-1881)

Local de atuação Novo México, EUA

Mortes 9 confirmadas e 12 não comprovadas

Pobre e órfão de pai, William, que desde a infância referia-se a si mesmo como Billy, nasceu em Nova York. Aos 14 anos, porém, mudou-se com a família para Silver City, uma cidadezinha famosa pela exploração de prata, no Novo México. Por lá, sua mãe acabou morrendo, e Billy, contrário às ordens do padrasto, decidiu sair de casa.

A história do rapaz comoveu a dona de pensão Sarah Brown, que lhe ofereceu abrigo e comida em troca de serviço. Mas, em vez de trabalhar, Billy foi flagrado furtando a despensa e acabou voltando às ruas. Dez dias depois, decidido a assumir o crime como seu meio de vida, invadiu e roubou roupas e pistolas de uma lavanderia chinesa.

Billy fugiu para o deserto e se tornou um foragido. No Arizona, estado vizinho, virou ladrão de gado e cavalos. Aos 17 anos, matou sua primeira vítima: Frank P. Cahill, um ferreiro valentão. Testemunhas relataram que após se estranharem em um bar, Cahill se atirou sobre Billy, que, do chão, o acertou no abdômen com uma única bala.

Para não ser preso, Billy fugiu para o condado de Lincoln, no Novo México, e tornou-se capanga de um rancheiro importante em 1877. Um ano mais tarde, criou uma emboscada com outros pistoleiros para matar o xerife e o delegado do condado, por achar que ambos haviam matado seu patrão a mando de fazendeiros rivais.

Após o conflito, Billy procurou o governador do Novo México para fazer um acordo. Ele revelaria o nome de várias autoridades envolvidas em crimes. Em troca, os dele seriam perdoados. O governador fingiu aceitar a oferta, mas o mandou para a prisão. O cárcere não duraria muito: poucas semanas depois, ele foi resgatado com a ajuda de seu bando.

Novamente livre, o jovem bandido cometeu mais alguns assaltos. Em 1880, o alcoólatra Joe Grant se desentendeu com um dos comparsas de Billy, e o garoto o chamou para um duelo. Sorrateiramente, Billy surrupiou a arma do bebum, tirou todas as balas e devolveu a arma sem que Grant notasse. Assim, venceu fácil a disputa, com um tiro na testa do rival.

Por meio de informantes, o xerife Pat Garrett descobriu que o criminoso buscaria abrigo em Fort Summer e decidiu posicionar sua tropa na entrada da cidade. As autoridades pegaram o grupo de Billy de surpresa, à noite, com uma saraivada de balas. O rapaz conseguiu escapar, mas foi capturado nos dias seguintes e sentenciado à forca.

Duas semanas antes da execução, durante uma transferência para outra cela, Billy conseguiu escapar (de novo!). Segundo relatos dos jornais da época, ele golpeou um dos carcereiros com as algemas que se quebraram, e o matou com um tiro. Do lado de fora, disparou contra o outro carcereiro e roubou um cavalo.

Em 1881, Garrett organizou outro plano para apanhá-lo. Após rastreá-lo até o rancho de um velho conhecido seu, em Fort Summer, o xerife se escondeu em um dos quartos da propriedade. Quando Billy abriu a porta e viu uma sombra perto da janela, só teve tempo de perguntar quem era, antes de ser atingido por dois tiros e cair para trás. A bala fatal atingiu seu coração.




 







 


NOSTALGIA

Do tempo em que líamos os gibis, hoje só ficou a nostalgia.

Este poema que escrevi retrata um pouco do

que ficou em minha memória. Dos gibis, ainda guardo alguns.

As capas de gibis que reproduzi abaixo copiei da internet.

 

As cenas distantes

Do Velho Oeste

Apenas nas páginas

Dos meus gibis.

São índios ferozes

Lutando por terras,

Bandidos amantes

Da prata e do ouro

Que matam por nada,

Por pouco tesouro.

Nas capas a cores

Dos meus gibis.

 

Buffalo Bill encenando

Num circo de fogo.

Buck Jones, mocinho

Das tiras de jornais.

Tonto e Zorro

Heróis dos quadrinhos.

Bill Kid ligeiro,

Na mão o gatilho,

Nas cenas alegres

Dos meus gibis.

 

Ginetes perfeitos

Em coreografias,

nas páginas em cores

Ou em preto e branco.

Amantes do laço

Me enchem de gozo

Nas cenas picantes

Ou hilariantes

Nos lindos desenhos

Dos meus gibis.

 

Nas capas bem feitas

Dos meus gibis

Desfilam alegres

Seus belos  corcéis,

Os laços nos tentos

Chapeus de cowboy 

E botas de couro:

Gene Autry,

Roy Rogers,

Hopalong Cassidy.

 

Kit Carson, pioneiro

Na fronteira selvagem

Conquista o Oeste

Com muita coragem.

Por ínvios caminhos

O guia valente

Que leva os colonos

Pra novas moradas,

Nas páginas longas

Dos meus gibis.

 

No Oeste bravio,

Deserto e calor,

Montanhas Rochosas,

Arizona, Texas,

Califórnia, Arkansas,

Sherifes, bandidos,

Facínoras, ladrões,

Cidades que nascem,

Nas páginas negras

Dos meus gibis.

















domingo, 1 de novembro de 2020

 

SEMBLANTES DE PIONEIROS

Poema em memória do meu amigo Antônio Canabarro Trois Filho, o Tonito,

que nos deixou recentemente, pelo tanto que amava Canoas, a sua cidade adotiva desde 1941.

Seus escritos jornalísticos, as  crônicas e poemas,  os livros, estão recheados de temas de sabor provinciano.

O Tonito foi também um pioneiro.  Quando por aqui chegou, Canoas era uma vilazinha pacata,

recem  emancipada de Gravataí.

As imagens abaixo são do Brigadeiro Rafael Pinto Bandeira, tiradas de um antigo camafeu, e de sua filha Rafaela Pinto Bandeira.

 

SEMBLANTES DE PIONEIROS

Poema de Dari José Simi

Sombras que ao tempo já pertencem

Vultos de heróicos cavaleiros,

Desfilam pela história canoense,

Semblantes de perfeitos pioneiros.

 

Nos feitos do passado é que descubro

Constelações de estrelas a passar,

Sonâmbulo viajante, vejo tudo

O que a história desta terra há de contar.

 

Arranco à insistente penedia

Os feitos dos heróis já esquecidos,

Desfilam pela longa galeria

Um  pouco da memória preterida.

 

Os nomes dessa gente, desde então

São os marcos de muitas gerações,

Perlustram com seu brilho de valentes

Guerrilheiros destes campos de Viamão.

 

Heróicos e bravos lagunenses,

Jamais o tempo há de esquecer,

Perduram,certamente, nos anais

Da memória desta terra canoense.

 

E as sesmarias vão virando estâncias,

Seguindo vales, serras e caudais.

Tropeiros percorrem longas distâncias

Prá abastecer os homens das Gerais.

 

E nesse meio de turbada era,

Pinto Bandeira requer sesmaria.

Braço de forte, vem morar na terra

Onde alçado o gado alí vivia.

 

Pinto Bandeira aqui chegou lutando

E os castelhanos não deixou chegar.

Fez o seu rancho na Estância Velha,

Marco distante veio prá fincar.

 

É dessa brava  gente de guerreiros

Que o Rio Grande precisava, então.

Homens valentes, almas de tropeiros,

Foi lentamente conquistando o chão.

 

As tropelias, guerras de fronteira,

Chantou na terra o gosto do poder.

Valentes! Bravos! Abrem a porteira,

Que o Continente começa a nascer.

 

É nesse instante que se forma aqui,

Bem no começo de uma nova era,

A então Fazenda do Gravataí,

Prá dar início à história desta terra.








quarta-feira, 28 de outubro de 2020

 

LEMBRANÇAS

Poema de Dari José Simi

Em memória de Juliano da Silva Simi

 

Passam-se os dia, passam-se as noites,

A lua prateada e o sol brilhante,

Os dias massivos e os dias chuvosos,

Suspiros alegres e dias bonitos.

 

Palavras tristes que não me dissestes,

Os deuses dos campos as recolheram

Para que a brisa suave e orvalhada

Em monumentos secretos as transformassem.

 

Nos caminhos do sol, nos caminhos da lua,

Fulgores de luzes clareando horizontes,

Que belos momentos, que doces venturas,

Alegres encantos vividos, doçuras!

 

Trazias a sorte escrita

Nas palmas das mãos.

Com grandes sorrisos,

Trazias o mundo no teu coração.

 

Perguntem porque, tão triste respondo,

As marcas do tempo profundas ficaram,

Nas doces lembranças, nos doces momentos,

Que nunca hão de passar.

 

O tempo é que dita o quanto vivemos,

O certo é que nunca ao tempo atendemos

E a vida que passa, a vida vivemos

Sem nela pensarmos o quanto ainda temos.

 

As máguas da vida o tempo apagou,

Somente lembranças agora ficou!





terça-feira, 27 de outubro de 2020

 

VELHOS TEMPOS

Poema de Dari José Simi

Desde que o tempo foi tempo

Desde que o vento foi vento

Desde que o chão foi chão

Tudo foi se consumindo, consumindo

Numa tênue bruma avoenga.

Anhangá-pitã e a teiniaguá

 Se avolumam buscando espaços,

E a  cobra grande, a boiguaçu, esvoaça

Pelos descampados e coxilhames

Espalhando fagulhas de fogo

Num rastro longo e brilhante.

Depois vem o silêncio,

O silêncio das taperas ancestrais

Desde que o tempo foi tempo

Desde que o vento foi vento

Desde que o chão foi chão.






segunda-feira, 26 de outubro de 2020

 

CASA BRANCA
Poema de Dari José Simi
Em memória de meus avós
Voltar ao pago um dia, que vontade!
viver as emoções de antigamente,
sentir o cheiro das manhãs douradas,
mirar o horizonte dos serros e coxilhas,
sentar à sobra da "leiteira", na cancela,
nobre figueira de galhos arqueados.
Rever a velha Casa Branca, da saudade,
lembranças que guardo desde guri,
das traquinagens que ali fazia,
correr na grama verde do potreiro,
tocar o engenho da guarapa,
sorver o leite quente da "Brazina".
A Casa Branca, agora demolida
prá dar lugar a um rancho novo,
deixou imagens que desfilam pelas sendas
e rincões avessos de minha memória,
iluminadas pelas chamas dos lampiões,
a consumirem-se no pavio do tempo velho.
Sem tua presença, marco distante,
no burburinho redomão dos meus ais,
doce lembrança, só me traz saudade,
voltar ao pago não desperta mais
os meus anseios de rever-te ao menos
por um instante...nunca mais.
Hoje cada vez que a invoco,
me vem a presença do ausente...



sábado, 8 de agosto de 2020



  AQUISIÇÕES EM 2019

Novas descobertas sobre Canoas.  Fotografei alguns documentos recentemente descobertos sobre Canoas:  - Folheto de propaganda da Sociedade Territorial São Carlos, responsável pelo loteamento do Bairro Mathias Velho, em 1954; Álbum com 16 fotos de cenas de Canoas em 1910; Duas fotos tiradas no salão da Igreja São Cristóvão, Igara, por ocasião da entrega de certificados do curso de Corte e Costura – aparecem nas fotos Pedro Biazus, ao fundo Afonso Charlier, a vereadora Lina Plentz Alves e a aluna Elizabete Amaral da Silva; também fotografei, frente e verso de um chaveirinho da Câmara de Vereadores de Canoas, onde consta o nome da vereadora Lina P. Alves, entre outros.

Folheto da Sociedade São Carlos
 loteadora do bairro Mathias Velho em 1954.

Álbum com 16 fotos 



Pedro Biazus, Lina Plentz Alves, Afonso Charlier e Elizabete Amaral da Silva.
Salão da Igreja São Cristóvão, Igara. Curso de Corte e Costura.


Chaveiro
Vereadores da 7ª Legislatura
de Canoas, RS. Verso do chaveirinho
da Câmara Municipal de Canoas.

FOTOS DE OBJETOS ANTIGOS COMPRADOS EM 2019