quarta-feira, 16 de junho de 2021
domingo, 30 de maio de 2021
Revolução Farroupilha
Relato de Felicíssimo de Azevedo (1823-1905) documenta início da Revolução Farroupilha em Porto Alegre. O documento original está guardado no Arquivo Histórico do Rio Grande do Sul.
Transcrição literal do documento:
“Começou a revolução na noite de 19 de setembro de 1835.
Havião boatos desde muitos dias espalhados de que se preparava um movimento para destituir o Presidente Braga.
Foi encarregado, pelo presidente, o Major Visconde de Camamú de vigiar os subúrbios da Capital. Para esse fim dispunha ella de um Esquadrão de Cavalaria da Guarda Nacional, composto em grande parte de empregados públicos e alguns homens do comércio. Havia também um Batalhão de Infantaria da mesma Guarda, comandado pelo Tenente-coronel Silvano José Monteiro de Araújo e Paula, com o qual não se podia contar por ser este em sua totalidade, aderente ao partido da revolução.
Como de costume, sahio o Visconde de Camamú com o seu esquadrão a percorrer os arrabaldes.
Erão 11 horas da noite de 19 de setembro, quando transpondo a Ponte d’Azenha esbarrou-se com a força de Onofre, em número de 60 homens que ali aguardava. Ao grito de “carga” o esquadrão de Camamú disparou com seu comandante à frente; perseguidos até a cidade forão três ou quatro feridos sendo um delles o comandante Camamú, morrendo uma guarda cujo nome não recordo; reconhecido pela alcunha de Prosódio, o qual foi imediatamente enterrado no entro da Várzea.”
domingo, 16 de maio de 2021
quarta-feira, 12 de maio de 2021
O AUTOR E EDITOR DO ALMANAQUE LITERÁRIO E ESTATÍSTICO DO RIO
GRANDE DO SUL
Editado anualmente por Alfredo Ferreira Rodrigues, em Pelotas
e Rio Grande: Typographia da Livraria Americana, de Carlos Pinto & Cia.,
entre os anos de 1889 até 1917. Foram 29 edições.
Destinava-se à divulgação cultural, literária e
de entretenimento do público leitor em geral, servindo à difusão da leitura
. Continha, entre outros assuntos de interesse da época, calendários,
estatísticas, biografias, charadas, poesias e ensaios históricos.
Alfredo
Ferreira Rodrigues, nasceu no dia 12 de setembro de 1865, no distrito de Povo Novo,
município de Rio Grande, faleceu em Pelotas no dia 8 de março de 1942, com 77
anos.
Exerceu ao longo da vida várias atividades, como professor,
comerciante, industrialista e viajante comercial.
Em plena juventude revelou seu apurado gosto pela literatura. Foi
revisor da Livraria Americana, em Pelotas, em 1887, e gerente da mesma até
1910.
Mais tarde, em Pelotas, foi redator do jornal A PENA; do jornal A
PÁTRIA e redator de O NACIONAL.
Alfredo Ferreira Rodrigues foi pesquisador, ensaísta, historiador
da Revolução Farroupilha, cronista, poeta, jornalista, biógrafo, tradutor,
folclorista e poeta.
No ano de 1901, foi co-fundador da Academia Rio-Grandense de
Letras, e desde o início ocupou a Cadeira de n° 21, que a honrou e a
engrandeceu sobremaneira.
Pelo seu generoso e profundo espírito associativo integrou a
várias entidades de caráter cultural.
Todos os que se dedicam à historiografia sul-rio-grandense
encontram dados preciosos nas obras do Dr. Alfredo Ferreira Rodrigues.
Pesquisou com paciência beneditina, arquivos, jornais, manuscritos, documentos
epistolares, livros, tornando público o resultado da garimpagem e interpretação
desse manancial analisado. E tudo ele publicou, até 1917, no seu Almanaque Literário e Estatístico do Rio
Grande do Sul, tornando-se uma coleção valiosa e imperecível.
Por devotar permanente amor e acatamento à sua terra natal, Rio
Grande, foi o maior incentivador da iniciativa para edificar um monumento que
levasse à posteridade o general Bento Gonçalves da Silva. E lá está a escultura
como perene lembrança às gerações que se sucedem no cadinho da vida e da
História.
Com verdadeiro devotamento à causa da cultura, elaborou inúmeras
biografias de célebres vultos do nosso passado, quer na política, quer na
história, quer na intelectualidade, contribuindo, assim, decisivamente no
resgate dos fatos, dos homens e dos acontecimentos e, como tal, deixou um
legado convincente e duradouro.
Seu imenso acervo histórico-cultural, encontra-se hoje no
Arquivo Histórico do Rio Grande do Sul, que permanecerá como testemunho vivo ao
longo do tempo e para o deleite de todos quantos amam sua terra, sua gente, sua
história.
Em Rio Grande foi erguido um busto, inaugurado a 12 de setembro de
1965, em homenagem ao transcurso do seu centenário de nascimento.
Do Almanaque Literário e Estatístico do Rio Grande do Sul,
possuímos alguns exemplares em nossa biblioteca.
terça-feira, 27 de abril de 2021
22 de abril de 2021 - Em memória de Juliano da Silva Simi
Escrevi este poema em 2005 em memória do Juliano, que nos deixou naquele ano. Faz parte de um conjunto de poesias escritas ainda num momento de dor, tristeza e saudade pela perda daquele ente querido.
SEM TÍTULO
Meu pensamento é o guia
Na direção do infinito
E nos horizontes largos
Encho meus olhos de lágrimas
Que o vento vai enxugando.
E nesse mistério profundo
Da suprema criação
Fico cismando a esmo
Como, pensando em mim mesmo,
...........................................
Ó anjos das liras douradas
Cantem canções de ninar
Prá o anjo que foi o meu sonho.
Ó anjos do Céu adorados,
Cantem que eu quero escutar.
Cantai, ó anjos do Céu,
Cantai pro meu anjo adorado
Que foi para o Céu escutar
As canções dos seus anjos
Das liras douradas.
Quando os meus olhos fecharem
E o meu coração não bater,
Quando eu não mais respirar
E finar-se todo o meu ser,
Cantai, ó anjos das liras douradas.
Cantai...!
domingo, 24 de janeiro de 2021
HISTÓRIAS DO VELHO OESTE AMERICANO
BILLY THE Kid
Um dos pistoleiros mais temidos do Velho Oeste Americano.
Nome William Henry Bonney
McCarty Jr. (1859-1881)
Local de atuação Novo México, EUA
Mortes 9 confirmadas e 12 não comprovadas
Pobre e órfão de pai, William, que desde a infância referia-se a
si mesmo como Billy, nasceu em Nova York. Aos 14 anos, porém, mudou-se com a
família para Silver City, uma cidadezinha famosa pela exploração de prata, no
Novo México. Por lá, sua mãe acabou morrendo, e Billy, contrário às ordens do
padrasto, decidiu sair de casa.
A história do rapaz comoveu a dona de pensão Sarah Brown, que
lhe ofereceu abrigo e comida em troca de serviço. Mas, em vez de trabalhar,
Billy foi flagrado furtando a despensa e acabou voltando às ruas. Dez dias
depois, decidido a assumir o crime como seu meio de vida, invadiu e roubou
roupas e pistolas de uma lavanderia chinesa.
Billy fugiu para o deserto e se tornou um foragido. No Arizona,
estado vizinho, virou ladrão de gado e cavalos. Aos 17 anos, matou sua primeira
vítima: Frank P. Cahill, um ferreiro valentão. Testemunhas relataram que após
se estranharem em um bar, Cahill se atirou sobre Billy, que, do chão, o acertou
no abdômen com uma única bala.
Para não ser preso, Billy fugiu para o condado de Lincoln, no
Novo México, e tornou-se capanga de um rancheiro importante em 1877. Um ano
mais tarde, criou uma emboscada com outros pistoleiros para matar o xerife e o
delegado do condado, por achar que ambos haviam matado seu patrão a mando de
fazendeiros rivais.
Após o conflito, Billy procurou o governador do Novo México para
fazer um acordo. Ele revelaria o nome de várias autoridades envolvidas em
crimes. Em troca, os dele seriam perdoados. O governador fingiu aceitar a
oferta, mas o mandou para a prisão. O cárcere não duraria muito: poucas semanas
depois, ele foi resgatado com a ajuda de seu bando.
Novamente livre, o jovem bandido cometeu mais alguns assaltos.
Em 1880, o alcoólatra Joe Grant se desentendeu com um dos comparsas de Billy, e
o garoto o chamou para um duelo. Sorrateiramente, Billy surrupiou a arma do
bebum, tirou todas as balas e devolveu a arma sem que Grant notasse. Assim,
venceu fácil a disputa, com um tiro na testa do rival.
Por meio de informantes, o xerife Pat Garrett descobriu que o
criminoso buscaria abrigo em Fort Summer e decidiu posicionar sua tropa na
entrada da cidade. As autoridades pegaram o grupo de Billy de surpresa, à
noite, com uma saraivada de balas. O rapaz conseguiu escapar, mas foi capturado
nos dias seguintes e sentenciado à forca.
Duas semanas antes da execução, durante uma transferência para
outra cela, Billy conseguiu escapar (de novo!). Segundo relatos dos jornais da
época, ele golpeou um dos carcereiros com as algemas que se quebraram, e o
matou com um tiro. Do lado de fora, disparou contra o outro carcereiro e roubou
um cavalo.
Em 1881, Garrett organizou outro plano para apanhá-lo. Após
rastreá-lo até o rancho de um velho conhecido seu, em Fort Summer, o xerife se
escondeu em um dos quartos da propriedade. Quando Billy abriu a porta e viu uma
sombra perto da janela, só teve tempo de perguntar quem era, antes de ser
atingido por dois tiros e cair para trás. A bala fatal atingiu seu coração.
NOSTALGIA
Do tempo em que líamos os gibis, hoje só ficou a nostalgia.
Este poema que escrevi retrata um pouco do
que ficou em minha memória. Dos gibis, ainda guardo alguns.
As capas de gibis que reproduzi abaixo copiei da internet.
As cenas distantes
Do Velho Oeste
Apenas nas páginas
Dos meus gibis.
São índios ferozes
Lutando por terras,
Bandidos amantes
Da prata e do ouro
Que matam por nada,
Por pouco tesouro.
Nas capas a cores
Dos meus gibis.
Buffalo Bill encenando
Num circo de fogo.
Buck Jones, mocinho
Das tiras de jornais.
Tonto e Zorro
Heróis dos quadrinhos.
Bill Kid ligeiro,
Na mão o gatilho,
Nas cenas alegres
Dos meus gibis.
Ginetes perfeitos
Em coreografias,
nas páginas em cores
Ou em preto e branco.
Amantes do laço
Me enchem de gozo
Nas cenas picantes
Ou hilariantes
Nos lindos desenhos
Dos meus gibis.
Nas capas bem feitas
Dos meus gibis
Desfilam alegres
Seus belos corcéis,
Os laços nos tentos
Chapeus de cowboy
E botas de couro:
Gene Autry,
Roy Rogers,
Hopalong
Cassidy.
Kit Carson, pioneiro
Na fronteira selvagem
Conquista o Oeste
Com muita coragem.
Por ínvios caminhos
O guia valente
Que leva os colonos
Pra novas moradas,
Nas páginas longas
Dos meus gibis.
No Oeste bravio,
Deserto e calor,
Montanhas Rochosas,
Arizona, Texas,
Califórnia, Arkansas,
Sherifes, bandidos,
Facínoras, ladrões,
Cidades que nascem,
Nas páginas negras
Dos meus gibis.


















